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Serviços secretos franceses vigiam cerca de 1.600 suspeitos

 Os serviços secretos franceses estão a vigiar cerca de 1.600 pessoas que acreditam serem potencialmente perigosas e poderem participar em atos terroristas, afirmou hoje o procurador de Paris, François Moulins.

© Charles Platiau / Reuters

Em declarações à France Info, Moulins disse que há "milhares e milhares de pessoas que dão sinais, ainda que débeis" sobre uma possível vontade terrorista. 

O procurador, encarregado de liderar a investigação sobre presumíveis planos terroristas, como o de há mais de uma semana contra duas igrejas nos arredores de Paris, explicou que estão a emergir novos perfis de suspeitos. 

Moulins adiantou que a sua peculiaridade é que não se tratam de células terroristas, mas sim de "indivíduos radicalizados" que em muitos casos escondem as suas convicções para não levantar suspeitas, e que podem atuar com ajuda exterior. 

O responsável da procuradoria não entrou em detalhes sobre a operação que abortou o atentado contra as igrejas, apesar de ter insistido que o principal suspeito, o argelino Sid Ahmed Ghlam, recebeu ajuda para obter carros e armas
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