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UE, França e Austrália pedem à Indonésia para travar execuções

A União Europeia (UE), a França e a Austrália pediram hoje à Indonésia para não executar os oito estrangeiros condenados à morte, considerando não ser "demasiado tarde" para mudar de posição, de acordo com uma declaração comum.  

O brasileiro Rodrigo Gularte, 42 anos, foi condenado à morte na Indonésia (EFE/ Arquivo)

O brasileiro Rodrigo Gularte, 42 anos, foi condenado à morte na Indonésia (EFE/ Arquivo)

Efe

"Os governos da Austrália, da França e da UE pedem ao Presidente Widodo que pare as execuções previstas. Não é demasiado tarde para mudar de opinião", indicaram neste comunicado difundido pela embaixada da Austrália em Jacarta. 

O Presidente indonésio, Joko Widodo, está determinar a executar oito estrangeiros, um brasileiro, dois australianos, quatro nigerianos e uma filipina, condenados por tráfico de droga. 

O grupo de condenados à morte inclui um indonésio e um francês que continua no corredor da morte, a aguardar uma decisão sobre o recurso apresentado. 

"Ao apresentarmos esta petição, pedimos à Indonésia para refletir sobre o impacto desta posição no mundo e na reputação internacional do país. Apoiamos os esforços da Indonésia para obter clemência para os seus cidadãos no estrangeiro. Parar estas execuções ajudará esses esforços", indica a declaração. 

"Respeitamos totalmente a soberania da Indonésia. Mas somos contra a pena de morte nos nossos países e no estrangeiro. Estas execuções não terão um efeito dissuasor no tráfico de droga ou impedir outros de serem vítimas da dependência de estupefacientes. Executar estes presos não conseguirá nada", pode ler-se. 

Este apelo surge quando a Indonésia ultima as preparações para executar os condenados por tráfico de droga, com ambulâncias a chegarem ao estabelecimento prisional com caixões e as últimas visitas de familiares. 

Lusa
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