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Manifestação de professores no Brasil acaba em violência

Manifestação de professores no Brasil acaba em violência

O movimento de professores no Brasil está a lançar um apelo para mais manifestações, desta feira a condenar a atuação policial desta noite em Curitiba. A SIC falou com um professor português que não integra as manifestações por trabalhar no setor privado mas está naturalmente a acompanhar com preocupação a situação que gerou os confrontos.

O número de feridos devido à repressão policial durante uma manifestação de professores em Curitiba, no Brasil, na quarta-feira, ascende os 200, com as forças de segurança a recorrerem a gás lacrimogéneo e balas de borracha.

De acordo com a prefeitura de Curitiba, mais de 200 pessoas, entre elas polícias, foram assistidas devido a ferimentos - 45 tiveram mesmo de ser transportadas para diferentes hospitais da capital do Paraná.

A polícia utilizou bombas de gás lacrimogéneo, balas de borracha e água para dispersar os manifestantes, na sua maioria professores, que reagiram lançando pedras e outros objetos.

Algumas crianças de uma escola próxima do local dos distúrbios tiveram de receber assistência médica por se terem sentido mal devido ao gás lacrimogéneo, informou a prefeitura.

O professor universitário Sérgio Gadini, em greve desde segunda-feira, disse à agência Efe que a situação é "absurda" e comparou o Governo regional do Paraná a uma "ditadura regional do Brasil".

"Não respeitam os direitos humanos. Nunca vi um Governo mobilizar um corpo policial tão grande para uma manifestação pacífica", sublinhou o docente.

O confronto entre polícias e manifestantes ocorreu no Centro Cívico de Curitiba, um espaço que concentra as principais sedes do poder público e onde um grupo de professores está concentrado desde segunda-feira para impedir que se promovam alterações às regras para a reforma.

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