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ONU alerta que escassez de combustível no Iémen põe em risco ação humanitária

O Conselho de Segurança das Nações Unidas esteve hoje em consultas à porta-fechada sobre a crise no Iémen, onde a escassez de combustível põe em risco operações de socorro em curso.

© Mohamed Al-Sayaghi / Reuters

A Rússia solicitou a reunião para pressionar no sentido de pôr fim aos combates ou, pelo menos, permitir pausas humanitárias, para dar aos civis algum alívio.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu na quinta-feira que a escassez de combustível leva a que as operações de socorro possam enfrentar uma paralisação "dentro de dias" e acrescentou que as entregas devem ser retomadas de imediato.

Por seu lado, o embaixador russo, Vitaly Churkin, revelou que o seu governo está "muito preocupado" com a crise no Iémen e acusou a Arábia Saudita de mostrar pouco interesse em retomar as negociações de paz.

"Nós apoiamos as negociações, mas não vemos interesse por parte daqueles que estão empenhados nos bombardeamentos", acrescentou.

Os esforços da ONU para retomar as negociações de paz no Iémen têm-se deparado com obstáculos devido a discordâncias sobre o local que vai acolher as conversações, com os países do Golfo a insistirem para que estas se realizem em Riade, enquanto alguns membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas propõem a Europa.

A coligação liderada pela Arábia Saudita lançou uma guerra aérea no Iémen a 26 de março, para travar uma ofensiva de rebeldes xiitas Huthi e para restaurar a autoridade do Presidente Abedrabbo Mansour Hadi, forçado ao exílio.

Os ataques aéreos afetaram as entregas de combustíveis, alimentos e medicamentos, num momento em que todos os aeroportos estão fechados ao tráfego civil e as remessas navais estão atrasadas.

Ban Ki-moon pediu um cessar-fogo imediato e disse que deve haver pausas humanitárias nas áreas afetadas pelo conflito.

Lusa
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