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EUA começam a treinar rebeldes sírios para lutar contra o "Estado Islâmico"

Os Estados Unidos começaram a treinar rebeldes sírios moderados na Jordânia, com vista a lutar contra o grupo Estado Islâmico (EI), disse esta quinta-feira, em Washington, um responsável americano.

Ao anunciar o programa de formação, os EUA referiram o objetivo de treinar 5000 combatentes por ano, mas os militares americanos enfrentam particulares dificuldades na seleção dos candidatos, querendo limitar o risco de estes lutadores se voltarem contra eles.

Ao anunciar o programa de formação, os EUA referiram o objetivo de treinar 5000 combatentes por ano, mas os militares americanos enfrentam particulares dificuldades na seleção dos candidatos, querendo limitar o risco de estes lutadores se voltarem contra eles.

© Hosam Katan / Reuters

O mesmo responsável, que falou à Agência France-Presse (AFP) a coberto do anonimato, acrescentou que esta formação em competências básicas militares será alargada à Turquia, à Arábia Saudita e ao Qatar.

Na Jordânia, o porta-voz do governo, Mohamed al-Momani, confirmou que o treino de rebeldes sírios "começou bem", sendo parte "dos esforços da Jordânia em complementaridade com os países irmãos e amigos, membros da coligação", para combater o terrorismo.

"A Jordânia enfatizou que a guerra contra o terrorismo é a nossa guerra, e é a guerra dos árabes e dos muçulmanos em primeiro lugar para proteger os nossos interesses e a segurança dos nossos países e povos", acrescentou.

Ao anunciar o programa de formação, os EUA referiram o objetivo de treinar 5000 combatentes por ano, mas os militares americanos enfrentam particulares dificuldades na seleção dos candidatos, querendo limitar o risco de estes lutadores se voltarem contra eles.

De acordo com os últimos números fornecidos pelo Pentágono, 3750 sírios apresentaram candidaturas, tendo sido pré-selecionados 400, numa fase que deverá ser complementada por outras verificações.

O Congresso dos EUA, que tem pressionado fortemente a administração Obama para realizar este programa, votou no sentido de lhe serem destinados 500 milhões de dólares de financiamento.

Os Estados Unidos haviam anunciado que cerca de 1.000 soldados norte-americanos seriam destacados para este programa, tendo até agora chegado ao local 450.

Alguns parceiros de Washington, como a Turquia, acusam os EUA de querer direcionar a ação dos rebeldes apenas contra o grupo Estado Islâmico, em detrimento da luta contra o regime do presidente sírio, Bachar al-Assad.

A Jordânia já anunciara em março que ia treinar lutadores de "tribos sírias" para combater o EI.
Lusa
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