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Legislativas hoje no Reino Unido, sondagens apontam para empate

As eleições legislativas britânicas de hoje deverão resultar num impasse não só na formação do governo, mas também na gestão do Reino Unido devido à dificuldade em formar uma maioria parlamentar absoluta. 

© Peter Nicholls / Reuters

A generalidade das sondagens mais recentes apontam para um empate ou um número muito próximo de deputados entre os dois principais partidos, o Conservador e o Trabalhista. 

Os "Tories" (conservadores) de David Cameron terão prioridade na formação de governo, mas mesmo renovar a coligação com os Liberais Democratas e aliar-se ao Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte deverá ser insuficiente. 

À esquerda, o líder trabalhista Ed Miliband limitou as suas opções ao afastar completamente a hipótese de uma coligação ou acordo parlamentar com o Partido Nacionalista Escocês (SNP), que se espera ser a terceira força política mais votada.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, centrou a campanha para a reeleição no objetivo de "terminar o trabalho" de recuperar a economia, prometendo não aumentar impostos e investir no serviço de nacional de saúde. 

A prioridade do "Labour" (trabalhistas), garante Ed Miliband, é melhorar as condições de vida e de trabalho dos britânicos, propondo aumentar impostos aos mais ricos e impor regras sobre as rendas das habitações e os preços da energia.

Ambos os partidos têm medidas para refrear o fluxo de imigração, como bloquear o acesso à segurança social, mas a posição mais drástica é do eurocético partido para a Independência do Reino Unido (UKIP). 

O partido de Nigel Farage deseja a saída da União Europeia, o que limitaria o direito de circulação dos europeus no espaço britânico, mas o seu poder de influência será limitado - as sondagens apontam para apenas um ou dois deputados eleitos. 

Também os Liberais Democratas, impopulares devido à coligação com os Conservadores no atual governo, deverão perder o estatuto de fiel da balança pois as sondagens apontam para que o partido perda metade do número de deputados. 

A chave do poder ficará, assim, nas mãos do SNP, mas a aspiração à independência da Escócia e a política pelo fim do armamento nuclear tornam o partido indesejável como parceiro no governo. 

A votação decorrerá durante 15 horas, entre as 07:00 e as 22:00 (mesma hora em Lisboa), em 650 circunscrições eleitorais, com cada circunscrição a eleger um deputado à Câmara dos Comuns.


Lusa
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