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Tribunal do Canadá liberta "menino soldado" após 10 anos de prisão em Guantánamo

Uma juíza da região canadiana de Alberta ordenou esta quinta-feira a libertação sob fiança de Omar Khadr, o "menino soldado" que passou uma década na prisão militar norte-americana de Guantánamo e foi condenado por crimes de guerra.

A juíza do Tribunal de segunda instância de Alberta, Myra Bielby, afirmou hoje, durante uma visita à cidade Edmonton, que o Ministério Público não apresentou qualquer prova que demonstrasse que Khadr (na imagem) era uma ameaça para a sociedade canadiana ou para as relações do Canadá com os Estados Unidos, como o executivo de Otava havia alegado.

A juíza do Tribunal de segunda instância de Alberta, Myra Bielby, afirmou hoje, durante uma visita à cidade Edmonton, que o Ministério Público não apresentou qualquer prova que demonstrasse que Khadr (na imagem) era uma ameaça para a sociedade canadiana ou para as relações do Canadá com os Estados Unidos, como o executivo de Otava havia alegado.

© POOL New / Reuters

O Governo canadiano, que tinha manifestado a sua oposição à libertação de Khadr, lamentou a libertação de "um terrorista convicto", num comunicado emitido após a divulgação da decisão judicial. 

A juíza do Tribunal de segunda instância de Alberta, Myra Bielby, afirmou hoje, durante uma visita à cidade Edmonton, que o Ministério Público não apresentou qualquer prova que demonstrasse que Khadr era uma ameaça para a sociedade canadiana ou para as relações do Canadá com os Estados Unidos, como o executivo de Otava havia alegado.

No passado dia 24 de abril, a juíza June Ross sentenciou a libertação caucionada do "menino soldado", agora com 28 anos, capturado em 2002, quando tinha apenas 15, pelos soldados norte-americanos após um combate com as forças talibãs no Afeganistão. 

O Governo canadiano recorreu da decisão.

Khadr, nascido no Canadá no seio de uma família de origem egípcia e conotada com Osama bin Laden, foi transferido para Guantanamo imediatamente após a sua captura em 2002, tendo permanecido preso quase 10 anos.
Lusa
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