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Imprensa britânica saúda vitória anunciada de Cameron

David Cameron vai mesmo continuar como primeiro-ministro do Reino Unido por mais cinco anos, resta saber se com ou sem maioria absoluta. Os Conservadores conquistam o maior número de deputados, 304, seguidos dos trabalhistas com 223, de acordo com os resultados parciais. O Partido Nacional da Escócia é a grande surpresa da noite tendo conquistado 56 lugares. A imprensa britânica saudou hoje a vitória anunciada de Cameron.

STRINGER/ EPA

"Agora dá-nos voto sobre a UE" é o título do Daily Express, em referência à promessa de David Cameron de organizar, no caso de ser reeleito, um referendo sobre a manutenção ou saída do Reino Unido na União Europeia até 2017. 


"Cameron vai ficar no poder, segundo a sondagem à saída das urnas", escreve o diário conservador The Daily Telegraph, sob uma foto do primeiro-ministro sorridente.


A mesma abordagem foi seguida pelo Daily Mail e pelo Times, com o primeiro a congratular-se com "o regresso ao nº10 [de Downing Street]" de Cameron, e o segundo a apresentar o título: "Os conservadores  lideram", com uma foto do primeiro-ministro e mulher, à saída da assembleia de voto. 


O The Sun, jornal mais lido no Reino Unido, escolheu uma foto do casal Cameron à saída das urnas, sob o título "Swinging the Blues", num jogo de palavras sobre a cor azul dos conservadores e ao feito de os conservadores terem finalmente conduzido a dança desta eleição. 


O tabloide não poupou esforços no apoio a Cameron com outro trocadilho no título "Keep Cam (abreviatura de Cameron) and carry on", em referência à máxima britânica "Keep Calm and Carry On" (mantém a calma e continua).


Originalmente impressa num cartaz do governo britânico em 1939, esta mensagem foi redescoberta em 2000 e tem sido reproduzida em vários objetos, desde t-shirts a canecas e imãs. 


A primeira página do Daily Mirror, jornal conotado com a esquerda, optou pelo título: "Eleições gerais 2015. Condenados novamente... Mais cinco anos de maldição". 


O The Guardian, igualmente de esquerda, escreveu: "Sondagem calamitosa para os Trabalhistas". A mesma linha foi seguida pelo The Independent que evocou também o "caos" informático que poderá ter impedido "centenas" de eleitores de votarem. 


O Financial Times, por sua vez, focou-se na forte volatilidade do mercado da dívida na zona euro.


Com Lusa
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