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Aquecimento global é conspiração da ONU, diz conselheiro do primeiro-ministro australiano

Um conselheiro próximo do primeiro-ministro australiano disse que o aquecimento global era uma fabricação defendida pelas Nações Unidas para criar uma nova ordem mundial sob o seu controlo.

Newman é conhecido pelo seu ceticismo em relação às alterações climáticas

Newman é conhecido pelo seu ceticismo em relação às alterações climáticas

© Daniel Munoz / Reuters

Segundo Maurice Newman, que preside ao Conselho Económico Consultivo ligado ao gabinete de Tony Abbott, o objetivo final dos conspiradores é a "concentração do poder político".

"O aquecimento global é uma ilusão", disse Maurice Newman, num artigo de opinião publicado hoje no jornal The Australian.

"Este é um segredo bem guardado, mas verifica-se que 95% dos modelos climáticos que nos dizem provar a ligação entre as emissões de CO2 e o aquecimento global, depois de quase duas décadas da estabilidade de temperatura, estão errados", escreveu, sem fundamentar as suas alegações.

A posição de Maurice Newman coincide com a visita à Austrália de Christiana Figueres, diretora da Convenção Quadro da ONU sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês).

Newman, antigo presidente da estação pública Australian Broadcasting Corporation (ABC), é conhecido pelo seu ceticismo em relação às alterações climáticas, mas hoje foi mais longe ao acusar a ONU. 

"Figueres afirma que a democracia é um sistema falido na luta contra o aquecimento global. A China comunista, disse ela, é o melhor modelo", escreveu Newman. 

"Isto não tem a ver com factos ou lógica. Trata-se de uma nova ordem mundial sob o controlo da ONU. A organização opõe-se ao capitalismo e à liberdade e fez do catastrofismo ambiental um tema diário para atingir os seus fins", acrescentou


Lusa
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