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Airbus prossegue testes do avião A400M apesar de acidente em Sevilha

A Airbus vai prosseguir os voos de teste do seu avião de transporte militar A400M apesar do acidente que matou quatro funcionários da empresa em Espanha, homenageados esta segunda-feira com um minuto de silêncio em todas as suas oficinas.

Todos os aviões são testados em voo depois de saírem da linha de montagem e antes de serem entregues ao cliente. Foi num desses voos que um A400M, que deveria ser entregue à Turquia em julho, se despenhou no sábado num descampado a norte do aeroporto de Sevilha, no sul de Espanha, onde são montados os aviões.

Todos os aviões são testados em voo depois de saírem da linha de montagem e antes de serem entregues ao cliente. Foi num desses voos que um A400M, que deveria ser entregue à Turquia em julho, se despenhou no sábado num descampado a norte do aeroporto de Sevilha, no sul de Espanha, onde são montados os aviões.

Miguel Angel Morenatti / AP

O consórcio europeu de aeronáutica decidiu continuar a produção do aparelho, bem como os voos de ensaio, declarou um porta-voz. O próximo teste de voo será na terça-feira, com partida de Toulouse (França), precisou. 

Todos os aviões são testados em voo depois de saírem da linha de montagem e antes de serem entregues ao cliente. Foi num desses voos que um A400M, que deveria ser entregue à Turquia em julho, se despenhou no sábado num descampado a norte do aeroporto de Sevilha, no sul de Espanha, onde são montados os aviões.

O A400M embateu numa linha de alta tensão ao tentar uma aterragem improvisada. 

Três civis ajudaram dois sobreviventes a sair do aparelho antes de o fogo o consumir por completo. O mecânico e um engenheiro foram hospitalizados em estado grave, mas dois pilotos e dois engenheiros morreram no acidente, cuja origem é ainda desconhecida. 

Entretanto, Berlim fez saber que aguardará que as autoridades espanholas esclareçam as causas do acidente do A400M para daí retirar consequências, ainda que rejeite a hipótese de se afastar totalmente do projeto deste avião europeu de transporte militar.

O porta-voz do ministério de Defesa alemão, Uwe Roth, explicou hoje em conferência de imprensa que, como medida preventiva, o único A400M que o exército alemão tem -- que ainda está em fase de testes -- permanecerá em terra até que seja identificada a causa do acidente. 

A providência cautelar só será levantada quando forem "apresentadas provas credíveis sobre as causas do acidente", acrescentou o porta-voz, que disse que as autoridades espanholas estão encarregadas da investigação, com a ajuda do fabricante, o consórcio europeu Airbus.

A esse respeito, durante uma visita de trabalho a Israel, a ministra de Defesa alemã, Ursula von der Leyen, ofereceu ajuda às autoridades espanholas para a investigação do acidente.

"Oferecemos de bom grado os nossos conhecimentos para ajudar a solucionar os problemas. É no nosso próprio interesse", afirmou a ministra.

O porta-voz da Defesa descartou que Berlim tenha um plano B para a eventualidade de se agudizarem os problemas de fabrico do A400M, que envolvem atrasos e custos adicionais.

Roth salientou que o projeto tem "um grande significado" para a Alemanha e que não estão, neste momento, a ser consideradas mudanças na estratégia de substituir completamente a sua frota de aviões de transporte militar por estes aparelhos da Airbus.

Este ano, o fabricante tenciona entregar cinco aparelhos A400M à Alemanha que, por sua vez, contava começar a substituir a sua frota de 53 Transall, de fabrico alemão, em utilização desde os anos 1970.

A Alemanha comprometeu-se a comprar 53 A400M, cuja montagem se realiza em Sevilha, e em dezembro recebeu o primeiro, com o qual apenas fez, desde então, 57 horas de voo.

Roth recordou que a Alemanha deparou-se com "grandes insuficiências" no único A400M recebido e que está a trabalhar com a Airbus para ajudar a saná-las.
Lusa
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