sicnot

Perfil

Mundo

Al-Qaeda na Síria não tem intenção de atacar o Ocidente "por agora"

O líder da Frente al-Nusra afirmou hoje que por enquanto não tem a intenção de lançar ataques contra o Ocidente, mas admitiu fazê-lo no futuro, se continuar a apoiar o regime do Presidente Bachar al-Assad.

© Stringer . / Reuters

"Temos ordens para não atacar agora o Ocidente e a Europa, mas isso pode mudar se continuarem a apoiar o regime" de Bachar al-Assad, disse hoje Abu Mohamed al-Yulani, cujo grupo é a filial da Al-Qaeda na Síria, durante uma entrevista à estação de televisão Al Jazeera.

Desta forma, acusou os EUA e os países ocidentais de apoiarem o governo de Damasco: "A prova está em que atacam a Frente al-Nusra sempre que pressionamos Al-Assad", avançou. 

O dirigente da Al-Qaeda na Síria considerou que os objetivos do dirigente da organização, Ayman al-Zawahiri, para o país são derrubar o regime e os seus aliados, como o grupo xiita libanês Hezbollah, e "trabalhar com toda a gente por um estado islâmico justo"

Durante a entrevista, assegurou que a intenção é converter o território sírio em base de apoio à projeção para outros países, mas de momento os alvos "são apenas Al-Assad e o Hezbollah".

Al-Yulani disse também que a organização aceita financiamentos de muçulmanos fora da Síria, "mas não de países", acrescentando que a Al-Nusra "não tem qualquer relação com serviços de informações". 

Ao comentar a situação no terreno, onde a filial da Al-Qaeda controla quase toda a província de Idleb, com outros grupos, Al Yulani disse que "as áreas libertadas recentemente são consideradas uma linha defensiva frente à costa", bastião do regime. 

Porém, fez questão de assegurar que não procura expandir a presença no território. "Apenas nos centramos nos agressores", disse, acrescentando que por esse motivo não vê necessidade de lutar contra fiéis de outros credos, como cristãos ou drusos, a não ser que os ataquem. 

Apesar dos seus triunfos recentes, Al-Yulani previu que o futuro "vai ter etapas muito difíceis", sublinhando que a batalha acabará em Damasco. 








Lusa
  • Depois do Fogo
    23:30

    Reportagem Especial

    Foi o incêndio mais mortífero de que há memória. No dia 17 de junho, as chamas apanharam desprevenidos moradores de vários concelhos e fizeram pelo menos 64 mortos. O incêndio prolongou-se durante vários dias deixando um rasto de histórias de perda e de sobrevivência, mas também de solidariedade de um sem número de pessoas anónimas.

  • "A menina agora volta para casa. Nós não." 

    Foi o desabafo do Cesário que me fez escrever qualquer coisa sobre o que vivi na última semana. Eram dez e pouco da noite, tinha acabado a vigília de homenagem às vítimas em Figueiró dos Vinhos e ele ainda tinha na mão um balão branco que àquela hora já só estava meio cheio. Era o último dia de uma longa e dura jornada de trabalho e estávamos a arrumar as coisas para no dia seguinte regressarmos a Lisboa.

    Débora Henriques

  • A homenagem de José Mourinho ao pai

    Desporto

    José Mourinho publicou uma foto com o pai, na rede social Instagram. Felix Mourinho, também ele antigo jogador e treinador de futebol, morreu este domingo, vítima de doença prolongada.

  • Cinco anos depois do incêndio na Serra do Caldeirão
    5:24
  • "A culpa morre sozinha?"
    0:41

    Opinião

    Luís Marques Mendes não acredita que o Ministério Público não formule uma acusação de homicídio por negligência e que não haja demissões na sequência do incêndio de Pedrógão Grande. O comentador da SIC debateu o tema este domingo no Jornal da Noite da SIC.

    Luís Marques Mendes

  • Pagar IMI a prestações e um Documento Único Automóvel mais pequeno

    País

    O programa Simplex + 2017 é apresentado hoje à tarde e recebeu mais de 250 propostas de cidadãos ao longo dos últimos meses. As novas medidas preveem o pagamento em prestações do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e a criação de um simulador de custos da Justiça, que devem estar em vigor no próximo ano.

  • Novo avião da TAP com pintura retro
    0:36

    Economia

    O novo avião da TAP chama-se "Portugal", tem uma pintura retro e vai sobrevoar os céus do pais a partir desta segunda-feira. A companhia aérea explica que o nome e a pintura são uma forma de homenagear a ligação histórica entre a empresa e o país.

  • Destaques económicos que marcaram a semana
    2:03

    Economia

    A semana ficou marcada pela tragédia provocada pelos incêndios no centro do país. No entanto importa olhar para o que se passou noutras áreas e fazer um resumo das notícias relacionadas com a economia.