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Al-Qaeda na Síria não tem intenção de atacar o Ocidente "por agora"

O líder da Frente al-Nusra afirmou hoje que por enquanto não tem a intenção de lançar ataques contra o Ocidente, mas admitiu fazê-lo no futuro, se continuar a apoiar o regime do Presidente Bachar al-Assad.

© Stringer . / Reuters

"Temos ordens para não atacar agora o Ocidente e a Europa, mas isso pode mudar se continuarem a apoiar o regime" de Bachar al-Assad, disse hoje Abu Mohamed al-Yulani, cujo grupo é a filial da Al-Qaeda na Síria, durante uma entrevista à estação de televisão Al Jazeera.

Desta forma, acusou os EUA e os países ocidentais de apoiarem o governo de Damasco: "A prova está em que atacam a Frente al-Nusra sempre que pressionamos Al-Assad", avançou. 

O dirigente da Al-Qaeda na Síria considerou que os objetivos do dirigente da organização, Ayman al-Zawahiri, para o país são derrubar o regime e os seus aliados, como o grupo xiita libanês Hezbollah, e "trabalhar com toda a gente por um estado islâmico justo"

Durante a entrevista, assegurou que a intenção é converter o território sírio em base de apoio à projeção para outros países, mas de momento os alvos "são apenas Al-Assad e o Hezbollah".

Al-Yulani disse também que a organização aceita financiamentos de muçulmanos fora da Síria, "mas não de países", acrescentando que a Al-Nusra "não tem qualquer relação com serviços de informações". 

Ao comentar a situação no terreno, onde a filial da Al-Qaeda controla quase toda a província de Idleb, com outros grupos, Al Yulani disse que "as áreas libertadas recentemente são consideradas uma linha defensiva frente à costa", bastião do regime. 

Porém, fez questão de assegurar que não procura expandir a presença no território. "Apenas nos centramos nos agressores", disse, acrescentando que por esse motivo não vê necessidade de lutar contra fiéis de outros credos, como cristãos ou drusos, a não ser que os ataquem. 

Apesar dos seus triunfos recentes, Al-Yulani previu que o futuro "vai ter etapas muito difíceis", sublinhando que a batalha acabará em Damasco. 








Lusa
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