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Noventa por cento dos "stocks" mundiais de armas químicas foram destruídos

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) disse esta quinta-feira que 90% dos 'stocks' de armas químicas no mundo foram destruídos, o que classificou de "marco importante".

A destruição dos 'stocks' russo e norte-americano da época da Guerra Fria deve estar concluída em 2020 e 2023, respetivamente. (Arquivo)

A destruição dos 'stocks' russo e norte-americano da época da Guerra Fria deve estar concluída em 2020 e 2023, respetivamente. (Arquivo)

© Fabian Bimmer / Reuters

"Este é um marco importante que mostra que estamos no bom caminho para livrar o mundo das armas químicas", disse o diretor da OPAQ, Ahmet Uzumcu, num comunicado divulgado pela sede em Haia da organização, que tem como objetivo a aplicação da Convenção sobre as Armas Químicas.

As reservas de armas químicas incluíam gás mostarda e precursores químicos para o gás sarin, neurotóxico fatal mesmo em doses muito baixas. 

Cerca de 63.000 toneladas de armas químicas, sobretudo dos arsenais dos Estados Unidos e da Rússia, foram destruídas, disse o porta-voz da OPAQ Peter Sawczak à agência France Presse.

Aquele total inclui 1300 toneladas de armas químicas retiradas da Síria, a maioria das quais foram destruídas no navio da marinha norte-americana MV Cape Ray.

A destruição dos 'stocks' russo e norte-americano da época da Guerra Fria deve estar concluída em 2020 e 2023, respetivamente, informou a OPAQ.

Desde a entrada em vigor da proibição mundial de produção e armazenamento de armas químicas em 1997, 190 países assinaram a convenção.

Até hoje, seis países não aderiram à convenção: o Egito, a Coreia do Norte, Israel e o Sudão do Sul, assim como Angola e Birmânia que não a ratificaram.

As armas químicas foram utilizadas pela primeira vez em larga escala durante a Primeira Guerra Mundial, em Ypres, na Bélgica.
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