sicnot

Perfil

Mundo

EUA retiram Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo

Os Estados Unidos retiraram Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, no âmbito do restabelecimento histórico das relações diplomáticas entre os dois países, suspensas desde 1961, divulgou esta sexta-feira o Departamento de Estado norte-americano.  

A 17 de dezembro de 2014, os líderes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raul Castro, respetivamente, anunciaram em simultâneo uma aproximação histórica entre Washington e Havana, que não têm relações diplomáticas oficiais há mais de meio século. Após esse anúncio, as duas partes já realizaram várias rondas negociais. (Arquivo)

A 17 de dezembro de 2014, os líderes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raul Castro, respetivamente, anunciaram em simultâneo uma aproximação histórica entre Washington e Havana, que não têm relações diplomáticas oficiais há mais de meio século. Após esse anúncio, as duas partes já realizaram várias rondas negociais. (Arquivo)

© Jonathan Ernst / Reuters

Esta decisão era esperada depois de o Presidente norte-americano, Barack Obama, ter apresentado, em meados de abril, uma proposta neste sentido.  

Obama (democrata) notificou o Congresso norte-americano, atualmente controlado pelos republicanos, e deu um prazo de 45 dias para os legisladores analisarem a medida e se pronunciarem. Esse prazo terminou hoje. 

Havana sempre reclamou ser retirada desta 'lista negra' do Departamento de Estado norte-americano e colocou esta medida como uma pré-condição para o restabelecimento das relações diplomáticas com os Estados Unidos.  

Cuba figurava nesta lista desde 1982, ao lado de países como o Irão, a Síria ou o Sudão.

"O secretário de Estado [John Kerry] tomou a decisão final de revogar a designação de Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo, de forma efetiva a partir de hoje, 29 de maio de 2015", anunciou o Departamento de Estado norte-americano, num comunicado, citando o porta-voz Jeffrey Rathke.

Em 1982, a administração do então Presidente Ronald Reagan (republicano) colocou Havana nesta lista por causa do apoio cubano aos separatistas bascos da ETA e aos rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

"A revogação da designação de Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo reflete a nossa avaliação de que Cuba cumpre os critérios legais para a revogação", frisou a diplomacia norte-americana, mesmo que "os Estados Unidos tenham importantes divergências e preocupações sobre um vasto leque de ações e de políticas de Cuba".

A 17 de dezembro de 2014, os líderes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raul Castro, respetivamente, anunciaram em simultâneo uma aproximação histórica entre Washington e Havana, que não têm relações diplomáticas oficiais há mais de meio século. Após esse anúncio, as duas partes já realizaram várias rondas negociais.

Após o anúncio de hoje, fica por resolver outra questão fulcral para o relacionamento dos dois países: o embargo norte-americano, que está em vigor desde 1962.

Decretado em fevereiro de 1962, e severamente reforçado pela lei Helms-Burton de 1996, o embargo norte-americano total às transações económicas e financeiras com Cuba é frequentemente denunciado pelo regime de Havana como um obstáculo ao desenvolvimento da ilha caribenha, com prejuízos estimados superiores a 100 mil milhões de dólares (cerca de 89 mil milhões de euros).

Obama avançou com um conjunto de medidas de flexibilização do embargo, dentro dos limites das suas competências, mas estas foram consideradas como insuficientes por Havana.
Lusa
  • Passos explica porque se irritou com Costa
    0:42

    Economia

    Depois das imagens em que surgiu visivelmente irritado com António Costa, no último debate quinzenal, Passos Coelho veio agora explicar porquê. Na discussão com o primeiro-ministro, o líder do PSD não gostou que Costa tivesse insinuado que a fuga de 10 mil milhões de euros para offshores tenha ocorrido por inação do Governo anterior.

  • Ferro Rodrigues desvaloriza críticas do CDS
    3:24

    Caso CGD

    Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de receber em público Ferro Rodrigues antes de um almoço com o presidente da Assembleia da República. O Presidente também recebeu a representante do CDS-PP, Assunção Cristas, que foi apresentar queixa de Ferro Rodrigues e da maioria de esqueda em relação à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues desvalorizou as críticas.

  • Regime de Pyongyang nega envolvimento na morte de Kim Jong-nam 
    1:53

    Mundo

    A polícia da Malásia diz que o irmão do líder da Coreia do Norte foi morto com uma arma química. Os investigadores encontraram vestígios de gás VX no corpo de Kim Jong-nam, um gás letal proibido pelas convenções internacionais. O Governo da Coreia do Sul pediu esta sexta-feira ao regime de Pyongyang que admita que está por detrás da morte de Kim Jong-nam mas o mesmo já veio negar o envolvimento no assassinato.