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Tartaruga em vias de extinção vai ser mãe

Os cientistas estão ansiosos: uma tartaruga chinesa de carapaça mole deverá por ovos nas próximas semanas, no Jardim Zoológico de Sozhou, na China. O anfíbio pertence a uma espécie ameaçada de extinção. Em todo o mundo há apenas 4 exemplares conhecidos.

Tartaruga-de-carapaça-mole. Esta foi encontrada em 2003, na China Town em Nova Iorque, numa loja de animais. Esta espécie está em sério risco de extinção. Em todo o mundo há apenas 4 exemplares conhecidos.

Tartaruga-de-carapaça-mole. Esta foi encontrada em 2003, na China Town em Nova Iorque, numa loja de animais. Esta espécie está em sério risco de extinção. Em todo o mundo há apenas 4 exemplares conhecidos.

© Chip East / Reuters

Tem mais de 100 anos mas ainda vai dar muitas alegrias. Que o digam os cientistas da Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem. Estão mais ansiosos que nunca.
 
A razão de tanta felicidade tem uma carapaça mole e, imagine-se, urina pela boca. Mas já lá vamos. É um dos exemplares desta espécie em vias de extinção. Em todo o mundo há apenas 4.

Recentemente, esta a tartaruga foi sujeita a uma inseminação artificial com o esperma do último macho existente na China. Uma ajuda preciosa, já que o casal não podia usar o método natural. O macho tem os órgãos sexuais danificados.

Só daqui a umas semanas, os cientistas vão saber se foram bem-sucedidos.


Tartaruga-de-carapaça-mole urina pela boca

A descoberta deixou os cientistas da Universidade Nacional de Singapura surpreendidos: a tartaruga-chinesa-de-carapaça-lisa, urina pela boca. 

O animal tem o hábito de submergir a cabeça quando as poças de lama secam e, nessas ocasiões urina pela boca.

A investigação foi publicada na revista Experimental Biology. Durante seis dias, colocaram vários exemplares desta espécie, Pelodiscus sinensis, debaixo de água.

Mediram a quantidade de ureia na urina e verificaram que apenas 6% da ureia produzida pelas tartarugas era excretada pelos rins.

Depois meteram os animais em poças, onde podiam submergir a cabeça. Mediram a quantidade de ureia expelida e, nestes casos, era 50 vezes mais alta.

Os investigadores injetaram ainda ureia nas tartarugas, mediram os níveis de concentração no sangue e na saliva e concluíram que na boca, a concentração era 250 vezes mais elevada.

Os cientistas só não sabem é a razão por que isto acontece, mas desconfiam: pode estar relacionado com o ambiente salino em que vivem.


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