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Rebeldes conquistam base militar estratégica no sul da Síria

Forças rebeldes capturaram hoje uma importante base militar no sul da Síria e continuam a pressionar o exército de Damasco em várias frentes, após novas ajudas militares dos seus aliados regionais da Arábia Saudita, Turquia e Qatar.   

© Osman Orsal / Reuters

Desde há alguns meses que o exército sírio é mantido sob pressão pelo grupo Estado Islâmico (EI) e outras forças rebeldes, em particular no norte e no sul do país, onde os insurgentes estão a receber um apoio acrescido dos seus patrocinadores regionais, em particular Arábia Saudita e Turquia. 

No sul, os rebeldes assumiram o controlo total da base Brigada-52 e "expulsaram o regime após 24 horas de combates", disse à agência noticiosa AFP Issam al-Rayyess, porta-voz da frente sul. 

"Cerca de 2.000 rebeldes participaram nesta operação relâmpago", no que significa nova derrota para o regime de Bashar al-Assad num conflito que decorre há quatro anos e já provocou mais de 230.000 mortos. 

Esta base permite aos rebeldes um acesso à província meridional de Sueida, uma das raras regiões ainda totalmente controlada pelo regime. Está ainda situada a dez quilómetros da principal autoestrada que liga o sul à capital, Damasco. 

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), os rebeldes bombardearam sistematicamente esta posição, forçando os soldados do regime a retirarem-se para a localidade próxima de Al-Dara. Pelo menos 15 rebeldes e 20 soldados foram mortos. 

De acordo com peritos, os rebeldes têm recebido nos últimos meses um importante apoio em armas dos seus patrocinadores sauditas, turcos e do Qatar, após decidirem ultrapassar as suas rivalidades regionais que se refletiam na rebelião, 

Um novo balanço da OSDH aponta para 230.000 mortos, incluindo cerca de 70.000 civis, dos quais 11.000 crianças. Do lado dos beligerantes, a ONG aponta para mais de 40.000 rebeldes sírios e combatentes curdos, mais de 30.000 estrangeiros antirregime, na maioria 'jihadistas', e mais de 80.000 soldados e milicianos lealistas sírios e estrangeiros. 

Dezenas de soldados, de civis e de combatentes morrem diariamente na Síria, onde o regime continua a privilegiar os bombardeamentos aéreos, a sua principal arma contra os rebeldes. 







Lusa
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