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Futuro de benefício mútuo entre humanos e robôs é inevitável

A professora de ciências da computação da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos da América (EUA), Manuela Veloso disse hoje que um futuro de coexistência entre humanos e robôs que beneficie uns e outros é inevitável.

Robô construído nos EUA para trabalhar em situações de desastre.

Robô construído nos EUA para trabalhar em situações de desastre.

© David McNew / Reuters

Na sessão de abertura da conferência "Admirável Mundo Novo - O futuro chegou cedo demais?", organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, na Casa da Música, no Porto, a investigadora portuguesa, que trabalha com robôs CoBot que já alcançaram mais de mil quilómetros de navegação autónoma, reconheceu que os robôs na atualidade ainda "têm muitas limitações".

Manuela Veloso realçou que, "mesmo que esteja tudo digitalizado, vai sempre haver coisas que, de facto, os robôs vão ter mais dificuldade em fazer do que os humanos", acrescentando não saber quando é que "vão perceber criatividade, literatura, linguagem, perceber os objetos todos".

A investigadora, licenciada pelo Instituto Superior Técnico e antiga presidente da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial, exemplificou ainda a autonomia dos robôs com os quais trabalha, mostrando casos em que, quando bloqueados, os robôs pedem ajuda, seja às pessoas no seu entorno seja por e-mail.

"Também pede ajuda à Web. Cada vez que eu disser alguma coisa que ele não conhece, em vez de não fazer nada, há este mundo digital maravilhoso que é a Internet a que o robô pode aceder facilmente", referiu Manuela Veloso.

A conferência "Admirável Mundo Novo -- O futuro chegou cedo demais?" decorre ao longo do dia com oradores como o economista Tyler Cowen, o investigador Evgeny Morozov e o escritor Bruce Sterling, entre outros.


Lusa
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