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Itália pede a Bruxelas para criar campos de refugiados na Líbia

Itália vai pedir à União Europeia para criar campos de acolhimento de refugiados na Líbia e diz ter um plano B que vai "magoar a Europa", se os parceiros europeus continuarem a ignorar a crise humanitária nas costas italianas.

© Ismail Zetouni / Reuters

O país está a ter dificuldades em acomodar os imigrantes que chegam a Itália em barcos lotados, uma situação que foi agravada com o reforço da segurança nas fronteiras com França e a Áustria, o que causou verdadeiros problemas nas estações de comboio de Itália.

A crise "não deve ser subestimada", afirmou o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, numa altura em que Áustria, França e Suíça expulsaram imigrantes que estavam a pedir asilo, os quais voltaram para Itália.

"Deixei-me ser claro: as respostas da Europa até agora não foram suficientemente boas", acrescentou Renzi.

A União Europeia está a ter dificuldade em chegar a um consenso em relação ao plano de distribuição de imigrantes, segundo o qual 24.000 refugiados deveriam ser levados para outros países.

Para o primeiro-ministro italiano, "redistribuir só 24.000 pessoas é quase uma provocação".

Matteo Renzi disse mesmo que, "se a Europa escolher a solidariedade, ótimo, mas se não, [Itália] já tem um plano B preparado", alertando, no entanto, que esse plano B "ia antes de mais magoar a Europa".

Em entrevista à Sky TG24, o ministro do interior italiano, Angelino Alfano, disse que não pode revelar o plano B de Itália sobre esta matéria, mas garantiu que, "se a Europa não for compreensiva, vai ter de lidar com uma Itália diferente".

"Não vamos aceitar uma Europa egoísta", lançou Alfano.

Lusa
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