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Médicos pedem fármacos alternativos para tratar doentes com VIH em África

Uma quarta parte dos pacientes com VIH tratados com antirretrovirais em Manhiça, Moçambique, desenvolveu resistência aos fármacos, o que levou os médicos a alertarem para a necessidade de utilização de medicamentos alternativos.

© Darrin Zammit Lupi / Reuters

Um estudo desenvolvido por investigadores do Instituto de Saúde Global de Barcelona e do Instituto de Investigação da Sida, hoje publicado na revista Journal of Antimicrobial Chemoptherapy, demonstrou que está a aumentar a resistência do VIH contra os medicamentos disponíveis.

Segundo a investigadora María Rupérez, as pessoas que desenvolveram resistência aos tratamentos podem transmitir essa resistência no momento de contágio da infeção, pelo que o número de mutações do vírus deverá aumentar com o tempo.

O estudo revela que a falta de antirretrovirais alternativos, juntamente com a ausência de mecanismos de monitorização nos países em desenvolvimento, impede que se detete o fracasso dos tratamentos a tempo de mudar os fármacos e suspender a progressão da doença. 

Este estudo foi realizado no Centro de Investigação de Saúde de Manhiça, uma das regiões com maior prevalência de VIH em África, com 40% da população infetada.

Os resultados obtidos mostram que 24% dos pacientes tratados em Manhiça apresentava cargas virais elevadas, o que significa que o vírus continua a replicar-se apesar de receberem tratamento. Destes, 89% desenvolveu resistência aos fármacos antirretrovirais que se utilizam habitualmente.

"Estes dados são preocupantes porque se o tratamento que estes pacientes seguem não está a funcionar, é necessário mudar para outros tratamentos, que são mais caros e nem sempre estão disponíveis [com facilidade]", alertou María Rupérez.

"Existe [também] o perigo de que os vírus resistentes se transmitam ao resto da população, o que poderia piorar a situação e comprometer o controlo da epidemia do VIH em África", advertiu a especialista.


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