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Morreu arquiteto indiano Charles Correa, autor do Centro Champalimaud de Lisboa

O arquiteto indiano Charles Correa, responsável por projetos como o Centro Champalimaud, em Lisboa, morreu hoje aos 84 anos, anunciou o presidente do Instituto Indiano de Arquitetos. 

Ministra da Saúde, Ana Jorge (Dtª), com presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza (Esqª)

Ministra da Saúde, Ana Jorge (Dtª), com presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza (Esqª)

"Charles Correa foi a inspiração para a infusão da modernidade na arquitetura indiana depois de 1947. Perdemos um inspirador de tendências e uma amada figura paternal", afirmou Prakash Deshmukh à agência AFP, adiantando que morreu de doença súbita.

Entre os projetos mais conhecidos que Correa assinou em todo o mundo estão o Centro de Neurociência do MIT, nos Estados Unidos, e o Centro Ismaili de Toronto.

Em Portugal, Correa projetou o centro de investigação biomédica da Fundação Champalimaud, um complexo de 60 mil metros quadrados localizado à beira do Tejo, em Pedrouços.

A primeira pedra do edifício, concluído em 2010, foi lançada em 2008.

O primeiro-ministro indiano, Narenda Modi, escreveu na rede social Twitter que a arquitetura de Correa era "muito apreciada, refletindo o seu brilhantismo, zelo inovador e maravilhoso sentido estético".

Charles Correa nasceu a 01 de setembro de 1930 em Secunderabad, estudou na Índia e nos Estados Unidos e estabeleceu-se como arquiteto em 1958.

O primeiro projeto que o tornou conhecido foi um monumento a Mahatma Ghandi, o líder do movimento para a independência da Índia, em Ahmedabad. 

Nos anos 1970, Charles Correa liderou a equipa de arquitetos que projetou Nova Bombaim, uma extensão da cidade de Bombaim para acolher dois milhões de pessoas.

Ao longo da vida, recebeu várias honrarias no seu país e não só, destacando-se a Padma Vibhushan, uma das mais prestigiadas condecorações da Índia.



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