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Eleições legislativas antecipadas na Dinamarca

A Dinamarca vai hoje a votos em eleições legislativas antecipadas, que as últimas sondagens preveem que seja uma disputa renhida entre o governo de centro-esquerda e a oposição de direita. 

© Scanpix Denmark / Reuters

Após uma campanha marcada pelas preocupações económicas, a reforma do Estado-providência ou o tema da migração, as últimas sondagens, divulgadas quarta-feira, revelaram um cenário de empate técnico ou de uma ligeira vantagem para um dos blocos. 

Situação que colocou na mira dos dois blocos os 18% de eleitores que afirmaram estar ainda indecisos. 

A atual primeira-ministra dinamarquesa, a social-democrata Helle Thorning-Schmidt, enviou na terça-feira uma carta para 1,5 milhões de lares dinamarqueses a advertir contra as medidas económicas propostas pela direita, que pretende reduzir os impostos e congelar a despesa pública. 

"Os dinamarqueses devem posicionar-se sobre duas questões determinantes: como asseguramos o crescimento e a prosperidade e quem será o primeiro-ministro da Dinamarca", declarou, na quarta-feira, Helle Thorning-Schmidt, que se apresenta como um garante de uma política de centro.

Helle Thorning-Schmidt, a primeira mulher chefe de governo da história da Dinamarca, anunciou, a 27 de maio, a convocação de eleições legislativas antecipadas, três meses antes do fim do prazo constitucional para a sua realização.

Na altura, a primeira-ministra dinamarquesa justificou a antecipação da consulta por considerar que era o momento adequado para os dinamarqueses optarem entre manter o curso escolhido pelo atual governo, num momento de recuperação económica, ou aceitar o que intitulou como "as experiências" da oposição.

A recuperação económica -- a previsão de crescimento foi revista em alta de 1,4% para 1,7% para 2015 -- permitiu à atual chefe do Governo, um pouco impopular durante uma grande parte do seu mandato, ganhar alguns pontos junto dos eleitores e bloquear uma possível vitória fácil da oposição, com Lars Lokke Rasmussen, dos liberais do partido Venstre, na liderança.

Este último, primeiro-ministro entre 2009 e 2011, também reivindicou a sua influência na recuperação económica dinamarquesa.

Lusa



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