sicnot

Perfil

Mundo

"Não estamos curados do racismo"

O Presidente norte-americano, Barack Obama, advertiu sobre a sombra da segregação que ainda paira sobre a sociedade norte-americana, afirmando, numa entrevista divulgada esta segunda-feira, que os Estados Unidos ainda não conseguiram superar a questão do racismo. 

"O legado da escravatura, Jim Crow [a designação das leis de segregação racial] e a discriminação em quase todas as instituições das nossas vidas têm um impacto duradouro e continuam a fazer parte do nosso ADN", acrescentou Obama.

"O legado da escravatura, Jim Crow [a designação das leis de segregação racial] e a discriminação em quase todas as instituições das nossas vidas têm um impacto duradouro e continuam a fazer parte do nosso ADN", acrescentou Obama.

MICHAEL REYNOLDS / Lusa

"Não estamos curados do racismo", disse Obama, numa entrevista ao programa de rádio "WTF with Marc Maron", hoje transmitida, dias depois do tiroteio numa igreja frequentada por uma comunidade maioritariamente negra em Charleston, no estado norte-americano da Carolina do Sul.  

O autor confesso do tiroteio, um jovem branco, identificado como Dylann Roof, matou nove pessoas aparentemente por motivos raciais. 

"Não é só uma questão de não dizer a palavra 'negro' em público porque é de má educação. Não é isso que determina se existe ou não racismo", referiu Obama, o primeiro Presidente afro-americano na história dos Estados Unidos. 

"Não é só uma questão de discriminação patente. As sociedades não apagam por completo, de um dia para o outro, o que se passou 200 ou 300 anos antes", prosseguiu o governante.

"O legado da escravatura, Jim Crow [a designação das leis de segregação racial] e a discriminação em quase todas as instituições das nossas vidas têm um impacto duradouro e continuam a fazer parte do nosso ADN", acrescentou.

Tal como afirmou nas suas primeiras declarações públicas após o tiroteio em Charleston, Barack Obama voltou a insistir, nesta entrevista ao comediante Marc Maron, que é possível atuar sobre estas matérias, defendendo medidas "de bom senso" para o controlo das armas nos Estados Unidos, para que tragédias deste tipo sejam "menos prováveis".

Dylann Roof, de 21 anos, foi detido horas depois do tiroteio, ocorrido na quarta-feira à noite, e foi formalmente acusado de nove crimes de homicídio. O jovem arrisca-se a enfrentar a pena de morte.

Roof confessou a autoria do crime, que aparentemente cometeu para iniciar uma "guerra racial".

No tiroteio morreram nove pessoas: três homens e seis mulheres. Entre as vítimas mortais figurava o pastor Clementa Pinckney, uma figura importante da comunidade negra local e representante democrata no Senado do Estado.
Lusa
  • "A vitória de Bruno de Carvalho pode ser uma vitória de Pirro"
    1:01
    O Dia Seguinte

    O Dia Seguinte

    2ªFEIRA 21:50

    As eleições para a presidência do Sporting realizam-se no próximo sábado e os comentadores d'O Dia Seguinte avaliaram já as hipóteses de vitória dos candidatos. Rui Gomes da Silva considera que a gravação que implicava José Maria Ricciardi não vai influenciar a decisão de voto. Já Paulo Farinha Alves acredita que Bruno de Carvalho vai vencer a eleição. Contudo José Guilherme Aguiar avisa as eleições podem não trazer estabilidade ao Sporting.

  • Bomba encontrada na Nazaré pode ter sido largada durante 2.ª Guerra Mundial
    2:26

    País

    A bomba que esta segunda-feira veio nas redes de um arrastão na Nazaré já foi detonada. O engenho explosivo foi identificado como uma bomba de avião por especialistas da Marinha, que eliminaram também o perigo equivalente a 600 quilogramas de TNT. A bomba sem qualquer inscrição tinha um desgaste evidente e, segundo a Marinha, pode ter sido largada de um avião durante a 2.ª Guerra Mundial.

  • SIC revela relatório que provava falência do GES
    2:06
  • Sócrates acusa Cavaco de conspiração
    0:57
  • Bastidores do sambódromo: um espétaculo à parte
    3:22
  • "Geringonça" elogiada na Europa e EUA
    4:22
  • Como a maioria de Esquerda gere as votações
    2:15

    País

    A gestão entre os partidos é feita diariamente mas nem sempre PCP e Bloco de Esquerda têm votado ao lado do Governo. A SIC ouviu um politólogo, que diz que o objetivo é cada um salientar as diferenças que os separam do PS. No entanto, também há exemplos que provam que nenhum dos partidos quer pôr em causa a estabilidade política.