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Rússia prolonga embargo contra alimentos da UE em resposta a sanções

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou hoje que vai prolongar por um ano o embargo da Rússia aos alimentos perecíveis provenientes da União Europeia, em resposta ao alargamento das sanções de Bruxelas contra Moscovo devido à crise na Ucrânia.

© RIA Novosti / Reuters

"Assinei hoje o decreto para prolongar a vigência das medidas económicas especiais adotadas em resposta às ações dos nossos parceiros de alguns países, com o objetivo de garantir a segurança da Rússia", disse Putin numa reunião com membros do governo. 

O presidente russo pediu ao Executivo que "emita as disposições correspondentes" em conformidade com o seu decreto, que entrou em vigor já hoje.

"Prolongamos as nossas contramedidas por um ano, tal como solicitou o chefe de Governo (Dmitri Medvedev). Creio que será um bom incentivo para os agricultores nacionais", sublinhou o chefe do Kremlin.

Na passada segunda-feira a UE alargou as suas sanções económicas contra a Rússia por seis meses, até 31 de janeiro de 2016, devido ao papel da Rússia na crise da Ucrânia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo assinalou a sua "profunda deceção" face à medida comunitária, atribuindo-a ao "lóbi russófobo" no seio dos 28.

"Em Bruxelas, silencia-se de forma intencional que [as sanções contra a Rússia] garantem a perda de centenas de milhares ou mesmo milhões de postos de trabalho europeus", advertiu o ministro russo.

Por seu lado, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou "ilegal e infundamentada" a decisão de Bruxelas, afirmando que as sanções "não só prejudicam os interesses de quem participa na atividade económica na Rússia, mas também os interesses dos contribuintes nos países europeus".

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