sicnot

Perfil

Mundo

Suspeito de decapitação em França confessa homicídio

Yassin Salhi, o homem suspeito de ter perpetrado na sexta-feira o atentado jihadista em França e de ter decapitado o seu chefe, reconheceu hoje ter cometido o homicídio, disse fonte próxima da investigação.

Yassin Salhi foi detido após o ataque

Yassin Salhi foi detido após o ataque

© Emmanuel Foudrot / Reuters

O homem, detido na sexta-feira no local do ataque, uma fábrica de gás industrial perto de Lyon (leste), começou a falar com os investigadores no sábado à noite depois de ter permanecido em silêncio desde que foi detido, noticia a Agência France Presse, citando a mesma fonte.

Yassin Salhi, de 35 anos, forneceu igualmente alguns detalhes sobre as circunstâncias do homicídio, disseram as fontes da investigação, acrescentando que o suspeito será transferido para Paris para ser interrogado pela polícia antiterrorismo.

A confissão de Yassin Salhi surge depois deste homem, casado e pai de três filhos, ter enviado uma "selfie" sua e da cabeça cortada do patrão para um número WhatsApp no Canadá.

Os investigadores têm alertado, porém, que aquele número pode ser apenas um número de transmissão e que o recetor pretendido pode estar em qualquer parte do mundo.

Na sexta-feira de manhã, Yassin Salhi pegou na sua carrinha e rumou à fábrica da Air Products na cidade francesa de Lyon, onde foi intercetado por bombeiros quando tentava arrombar uma garrafa de acetona, alegadamente para fabricar uma bomba.

Pouco depois, a polícia descobriu a cabeça decepada do chefe de Salhi, às portas da fábrica onde se encontravam duas bandeiras com escritos em muçulmano. O morto tinha 54 anos.

No dia do incidente, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que o mundo está envolvido numa guerra contra o terrorismo, sublinhando que a França está a enfrentar "uma grande ameaça terrorista" que precisa de ser combatida "a longo prazo".

Fontes próximas da investigação disseram que Salhi se tornou radical uma década depois de manter contactos com um muçulmano convertido -- Frederic Jean Salvi, conhecido como Ali -- que é suspeito de preparar atentados na Indonésia para militantes da Al-Qaeda.


Com Lusa
  • "Os governos são diferentes mas o povo é o mesmo"
    0:45

    Economia

    O Presidente da República atribui o resultado do défice do ano passado ao espírito de sacrifício do povo português. Num jantar em Coimbra para assinalar o Dia do Estudante, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que o valor do défice de 2016 é a prova de que com governos diferentes conseguem-se os mesmos objetivos.

  • Recuo na saúde é primeira derrota de peso para Donald Trump
    1:18

    Mundo

    O Presidente norte-americano sofreu esta sexta-feira uma derrota de peso. O líder da Câmara dos Representantes retirou a proposta do plano de saúde de Trump, que se preparava para um chumbo na câmara baixa do Congresso. Para já, mantém-se o Obamacare.

  • Pai do piloto da Germanwings defende inocência do filho

    Mundo

    O pai de Andreas Lubitz declarou esta sexta-feira que o filho não é o responsável pelo embate do avião da Germanwings contra um local montanhoso, que fez 150 mortos. O Ministério Público alemão concluiu em janeiro que o incidente em 2015 foi apenas da responsabilidade do piloto.