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FBI investiga ameaças no Twitter contra Donald Trump

A polícia federal norte-americana (FBI) está a investigar uma alegada ameaça contra o pré-candidato presidencial republicano Donald Trump, através da rede social Twitter, disse hoje fonte da sua campanha política.

© Brendan McDermid / Reuters

Trump pediu ao FBI para investigar os comentários ameaçadores publicados no Twitter, escritos numa conta com o mesmo nome do fugitivo Joaquin "El Chapo" Guzman, embora não tenham sido confirmadas ligações ao narcotraficante que no sábado se evadiu de uma prisão de alta segurança no México.

"O FBI está totalmente a par da situação e está a investigar ativamente as ameaças feitas contra o Sr. Trump", disse um porta-voz da campanha à agência noticiosa AFP.

Num comunicado emitido na segunda-feira, Donal Trump declarou: "Estou a lutar pelo futuro do nosso país, que está a ser invadido por criminosos. Não se pode ficar intimidado. Isto é demasiado importante".

"'El Chapo' e os cartéis de droga mexicanos usam a fronteira como se fosse um aspirador, sugando as drogas e a morte para o interior dos Estados Unidos", escreveu Donald Trump na sua conta de Twitter, consultada por 3,2 milhões de seguidores.

O comentário contra o multimilionário norte-americanno foi publicado através da conta @ElChap0Guzman, em espanhol e com linguagem obscena.

"Continua a dizer mal e eu vou fazer-te engolir as tuas malditas palavras", lê-se na mensagem, numa tradução não literal. O proprietário da conta no Twitter não é conhecido, refere a AFP. Já a agência Efe escreve que o perfil usado para lançar a ameaça pertence alegadamente a um filho de "El Chapo".

Joaquín "El Chapo" Guzmán, líder do cartel de Sinaloa, evadiu-se no sábado da prisão de máxima segurança do Estado do México (centro do país), por um túnel escavado até uma residência localizada a cerca de 1,5 quilómetros do local onde estava preso desde fevereiro de 2014.

Esta foi a segunda fuga de El Chapo de uma prisão mexicana em 14 anos.

"O maior barão da droga do México escapa da prisão. Incrível a corrupção e os EUA pagam o preço", escreveu então Donald Trump na no Twitter, após a fuga do homem que se tornou o inimigo público número um dos EUA após a morte de Bin Laden.

Aproveitando a fuga de "El Chapo", o aspirante republicano à Casa Branca defendeu os seus comentários do passado 16 de junho, quando anunciou a sua campanha presidencial e lançou duras críticas contra os imigrantes mexicanos e propôs construir um grande muro ao longo da fronteira de 3.000 quilómetros, para os manter afastados dos EUA.

"O México envia os seus cidadãos, mas não manda os melhores. Está a enviar pessoas com muitos problemas. Estão a enviar drogas. Estão a trazer o crime. São violadores. Assumo que haja alguns que são bons", disse o magnata de 69 anos, aquando do anúncio da sua candidatura.

Estas declarações fizeram com que Trump perdesse vários contratos, incluindo com as cadeias de televisão Univisión, ESPN e NBC, a cadeia de grandes armazéns Macy's, o chefe de cozinha espanhol José Andrés e o organizador das corridas Nascar, segundo as agências noticiosas.

As autoridades do México anunciaram, na segunda-feira, uma recompensa de 60 milhões de pesos (3,5 milhões de euros) por informações que conduzam à captura do narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán.

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