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Poluição na China diminuiu, mas ainda aquém dos padrões de qualidade, diz Greenpeace

O nível de poluição nas cidades chinesas baixou no primeiro semestre de 2015, mas a qualidade do ar permanece muito aquém dos padrões globais e nacionais, segundo a avaliação difundida hoje pela organização ambientalista Greenpeace.

reuters

A densidade média de partículas PM2.5 - as mais suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões - diminuiu 16% em 189 cidades e aumentou em apenas 18, refere a Greenpeace, citando os dados das agências especializadas do governo.

Em Pequim, entre janeiro e junho deste ano, a densidade das PM2.5 caiu 15,5% em relação a igual período de 2014, para 77,8 microgramas por metro cúbico - o triplo do limite fixado pela Organização Mundial de Saúde e acima dos 35 microgramas por metro cúbico estabelecidos pelos governos da China e outros países.

Hoje ao meio-dia (05:00 em Lisboa), a densidade daquelas partículas na atmosfera da capital chinesa atingia os 92 microgramas por metro cúbico e a qualidade geral era considerada "nociva".

O outro indicador da poluição que diminuiu em Pequim no primeiro semestre de 2015 diz respeito ao dióxido de sulfúreo (menos 42,6%) e à escala nacional, o nível de dióxido de carbono baixou 18%, salientou também a Greenpeace.

Nos últimos anos, a poluição tornou-se uma das principais fontes de descontentamento popular na China, a par da corrupção e das crescentes desigualdades sociais.

Em março de 2014, o novo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, anunciou que o governo ia "declarar guerra à poluição" e alertou que "a natureza já lançou um alerta vermelho contra o modelo de ineficiente e cego desenvolvimento".

"Iremos declarar guerra à poluição e iremos combatê-la com a mesma determinação com que lutámos contra a pobreza", disse Li Keqiang.

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