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Hillary Clinton suspeita de usar e-mail privado para correspondência governamental

Dois investigadores pediram a abertura de um inquérito criminal sobre a utilização, por Hillary Clinton, de um correio eletrónico privado para correspondência governamental quando era secretária de Estado, noticiou esta sexta-feira o The New York Times.

Clinton, antiga primeira-dama dos Estados Unidos, dirigiu a diplomacia norte-americana entre 2009 e 2013. Atualmente, é candidata à investidura democrata para as eleições presidenciais no próximo ano.

Clinton, antiga primeira-dama dos Estados Unidos, dirigiu a diplomacia norte-americana entre 2009 e 2013. Atualmente, é candidata à investidura democrata para as eleições presidenciais no próximo ano.

© Mike Segar / Reuters

Este pedido ao departamento da Justiça norte-americano surge na sequência de um memorando de 29 de junho passado, no qual os inspetores gerais do departamento de Estado e dos serviços de informações indicaram que a conta privada de correio eletrónico de Clinton incluía "centenas de 'email' potencialmente secretos".

De acordo com o jornal, o documento foi escrito para o subsecretário de Estado encarregado dos assuntos administrativos, Patrick Kennedy.

Os inspetores gerais são responsáveis por inquéritos internos nas agências governamentais. O departamento da Justiça ainda não tomou uma decisão sobre a abertura de um inquérito, indicaram responsáveis oficiais ao diário nova-iorquino.

Clinton, antiga primeira-dama dos Estados Unidos, dirigiu a diplomacia norte-americana entre 2009 e 2013. Atualmente, é candidata à investidura democrata para as eleições presidenciais no próximo ano.

A polémica foi desencadeada por estes 'email' terem sido enviados ou recebidos numa conta de correio eletrónico e servidor privados e não numa conta governamental, como está definido pelas normas de funcionamento.

Uma parte desta correspondência refere-se à Líbia e, em particular, ao atentado terrorista contra o consulado norte-americano de Benghazi a 11 de setembro de 2012, no qual morreu o embaixador Christopher Stevens e três agentes norte-americanos.

A administração democrata e Hillary Clinton são acusados pelos republicanos no Congresso de tentarem dissimular uma parte dos factos sobre este ataque.

Hillary Clinton desmentiu a presença de informações classificadas na sua conta privada e acusou os seus adversários de tentarem prejudicar a sua candidatura através desta polémica. A ex-secretária de Estado entregou ao departamento de Estado cerca de 30 mil mensagens, impressas em 55 mil páginas.

Lusa

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