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ONU considera presidenciais no Burundi pacíficas mas não livres ou credíveis

Uma missão de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou hoje um relatório preliminar sobre as eleições presidenciais no Burundi, considerando-as relativamente pacíficas, mas não "inclusivas, livres e credíveis".

© Mike Hutchings / Reuters

No documento, os observadores consideraram que a votação de quinta-feira, que aparentemente concluiu pela reeleição do Presidente Pierre Nkurunziza, foi marcada pela violência e obstáculos à liberdade de expressão e imprensa.

"Apesar de o dia da votação ter sido relativamente pacífico e decorrido de forma adequada, o ambiente geral não foi propício a um processo eleitoral livre e credível", especificaram os observadores.

As eleições decorreram "num ambiente de profunda desconfiança entre os campos da oposição política", apontaram, acrescentando que "a liberdade de expressão, reunião e associação, condição essencial para o exercício efetivo do direito de voto, permaneceu severamente enfraquecida".

A imprensa controlada pelo Estado foi acusada de não fazer coberturas equilibradas de todos os candidatos presidenciais.

"Não obstante, no dia das eleições, os burundianos na maior parte dos locais foram às urnas de forma pacífica, depositar os seus votos nas urnas", adiantaram.

As conclusões destes observadores coincidem no essencial com as já apresentadas por outras equipas internacionais de observação do processo eleitoral e repetem, no essencial, as publicadas pela missão da ONU em junho, depois das eleições legislativas e locais.

Os resultados das eleições presidenciais divulgados na quinta-feira pela comissão eleitoral do Burundi atribuem a vitória a Nkurunziza, com 69,41 por cento.

A decisão do Presidente de disputar um terceiro mandato, tomada no final de abril, provocou uma profunda crise política no país e uma vaga de violência que causou mais de 80 mortos.

Lusa

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