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Descobertos restos mortais dos primeiros colonos ingleses na América

As ossadas de quatro pessoas que pertenceram ao grupo dos primeiros colonos ingleses chegados ao leste do continente norte-americano foram descobertos e identificados no local histórico de Jamestown, o que foi considerada uma descoberta importante por arqueólogos.

AP

Uma parte das ossadas de um padre anglicano e de três personalidades militares, chegados à Virgínia no século XVIII, foram descobertas enterradas na que foi a mais velha igreja protestante nos EUA, em serviço entre 1608 e 1616, que é objeto de investigação arqueológica desde há anos.

"É uma descoberta importante. Estes quatro homens são as personalidades mais antigas a terem sido descobertas na América", indicou o presidente da associação histórica Jamestown Discovery, Jim Horn, à AFP.

"Perdidos para a história durante mais de 400 anos, a descoberta destes restos revela novos índices sobre a vida, a morte e a importância da religião numa das mais importantes colónias inglesas" na América, acrescentaram cientistas do Museu Nacional da História Natural e da Fundação para a Redescoberta de Jamestown, em declarações a jornalistas.

As quatro personalidades, com idades entre 24 e 39 anos, faziam parte do grupo dirigente desta primeira colónia permanente inglesa situada a sul do que é hoje Washington, e as primeiras, fora um jurista conhecido recentemente exumado, a serem identificadas com recurso à conjugação de tecnologia moderna e investigações nos arquivos britânicos.

O reverendo Robert Hunt, primeiro padre anglicano da colónia, e o capitão Gabriel Archer, fizeram parte da primeira expedição colonizadora de 1607. Estes colonos foram comandados pelo capitão John Smith e salvos pela índia Pocahontas, segundo uma célebre legenda popularizada por um desenho animado.

A seu lado, estavam Sir Ferdinando Wainman que, segundo os cientistas, foi o primeiro cavaleiro a ser enterrado na América, e o capitão William West, morto durante um confronto com os índios Powhatan.

Os quatro corpos, dos quais só resta cerca de um terço dos ossos, tinham sido enterrados perto do centro da igreja, sinal do seu estatuto social.

"As condições de vida eram duras" nesta primeira colónia, acrescentou Jim Horn. "Vir para o Novo Mundo era arriscado para um europeu. A fome, os ataques dos índios e as doenças matavam os colonos e a maior parte deles não ultrapassavam os 40 anos", especificou.

Lusa

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