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Pelo menos seis mortos em ataque bombista no nordeste da Nigéria

Pelo menos seis pessoas morreram hoje num atentado suicida no nordeste da Nigéria, onde as autoridades e os Estados vizinhos estão a preparar uma força especial para combater o movimento islamita Boko Haram.

Bandeira do grupo Boko Haram.

Bandeira do grupo Boko Haram.

© Joe Penney / Reuters

Em Maiduguri, a maior cidade do nordeste do país, uma bombista suicida fez-se explodir no mercado de Gamboru, o segundo mais importante da cidade, cerca das 06:30 (mesma hora em Lisboa).

O ataque causou seis mortos e oito feridos.

"Levámos sete corpos, incluindo o da mulher bombista, para o hospital. Oito pessoas ficaram feridas", disse Babakura Kolo, um miliciano que combate o Boko Haram ao lado do exército nigeriano.

Maiduguri é o bastião histórico dos islamitas do Boko Haram.

Na quarta-feira à noite, pelo menos dez pessoas morreram num ataque de represália do Boko Haram numa aldeia (de Kukuwa-Gari) do estado de Yobe (nordeste), anunciou hoje um responsável local.

"Os homens armados do Boko Haram atacaram a aldeia, a bordo de 32 motorizadas, cerca das 22:30, na quarta-feira e mataram dez pessoas", disse Baba Nuhu.

"Eles incendiaram mais de metade da aldeia, incluindo as reservas de alimentos e gado", acrescentou.

Kukuwa-Gari situa-se no distrito de Gujba, a cerca de 50 quilómetros de Damaturu, capital do estado de Yobe, onde uma bombista suicida se fez explodir num mercado, no domingo, matando pelo menos 14 pessoas e em que mais de 40 pessoas ficaram feridas.

"Este ataque ocorre na sequência do linchamento de dois membros do Boko Haram, quando há dois dias vieram à aldeia, foram identificados e linchados pela multidão", disse.

"Aparentemente, trata-se de uma represália", acrescentou.

As informações sobre este ataque, ocorrido há cerca de 48 horas, só foram divulgadas agora porque a aldeia está isolada e não tem rede telefónica.

O distrito de Gujba foi palco de numerosos ataques islamitas no passado e o Boko Haram dominou a zona durante vários meses, mas nenhum ato de violência tinha sido registado desde que o exército retomou o controlo da zona em março.

Em setembro de 2013, vários estudantes foram massacrados enquanto dormiam na universidade agrícola, que se situa nos arredores. Em fevereiro de 2014, várias dezenas de estudantes foram executados nos dormitórios em Buni Yadi, capital do distrito.

O Boko Haram reivindicou os dois ataques.

A campanha dos islamitas e a repressão do exército já fizeram mais de 15 mil mortos na Nigéria desde 2009, principalmente no norte de maioria muçulmana.

Na quinta-feira, a Nigéria nomeou o general Iliya Abbah, que anteriormente comandou operações militares na região petrolífera do Delta do Níger, para liderar uma força conjunta de cinco países contra o Boko Haram.

Esta força especial deverá integrar 8.700 tropas da Nigéria, Chade, Camarões, Níger e Benim.

Lusa

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