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Principais companhias aéreas norte-americanas proíbem transporte de troféus de caça

As principais companhias aéreas dos Estados Unidos da América (EUA), a United Airlines, a American Airlines e a Delta, decidiram proibir o transporte de grandes troféus de caça, após a morte polémica do leão Cecil por um caçador norte-americano.

A morte do leão Cecil às mãos do americano Walter Palmer motivou a medida levada a cabo pelas três companhias aéreas. (Arquivo)

A morte do leão Cecil às mãos do americano Walter Palmer motivou a medida levada a cabo pelas três companhias aéreas. (Arquivo)

© Siphiwe Sibeko / Reuters

A primeira companhia a adotar esta medida foi a Delta, que efetua voos entre os EUA e a África do Sul, tendo anunciado a entrada em vigor da proibição de transporte de troféus de caça de animais de grande porte na segunda-feira, através de um comunicado.

"Com efeito imediato, a Delta proíbe, em todo o mundo, o transporte como carga de troféus de leões, leopardos, elefantes, rinocerontes e búfalos", explicou a companhia norte-americana.

A Delta destacou que até ao momento da decisão aceitava apenas transportar troféus que cumprissem, de forma rigorosa, todos os regulamentos governamentais relativos às espécies protegidas e adiantou que irá rever o transporte relacionado com os troféus de caça em relação a outros animais além dos mencionados.

Horas depois da medida ter sido anunciada pela Delta, as outras duas companhias aéreas, a United Airlines e a American Airlines, também anunciaram a proibição do transporte de caça dos cinco animais mencionados.

A morte do leão Cecil às mãos do americano Walter Palmer, que motivou a medida levada a cabo pelas três companhias aéreas, está a ser investigada pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, para descobrir se a morte do leão estará relacionada com a rede de tráfico ilegal de animais.

De acordo com o Instituto para a Conservação do Zimbábue (ZCTF, em Inglês), Palmer participou numa caçada à noite no Parque Nacional Hwange, no oeste do país, no dia 6 de julho.

O leão Cecil, de 13 anos, terá sido atraído por uma presa amarrada a um veículo, como isca, para retirá-lo do Parque, para que não fosse, tecnicamente, caça ilegal.

"Palmer disparou contra Cecil um tiro com arco e flecha, mas o disparo não o matou. Seguiu-o até o encontrar novamente, 40 horas depois, e disparou com uma arma", disse o presidente da ZCTF, Johnny Rodrigues.

Lusa

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