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Papa insiste no acolhimento aos divorciados recasados na Igreja

Papa insiste no acolhimento aos divorciados recasados na Igreja

Numa audiência esta quarta-feira, 5 de agosto, no Vaticano, lembrou que os divorciados em segunda união "não estão excomungados".

Os bispos foram há um ano desafiados pelo Papa para, entre outros temas, reverem a posição da Igreja em relação aos divorciados. Como admitir católicos que se divorciaram, voltaram a casar pelo civil e, dessa forma, estarão - na linguagem da Igreja - em pecado, não podendo comungar na missa. Na prática, os católicos em segunda união têm sido excluídos da eucaristia.

O papa tem dado sinais de abertura e desta vez lembra que os divorciados recasados "não estão excomungados" e "não podem ser tratados como tal". Citamdo até João Paulo II, Bergoglio disse que a Igreja deve ser "mãe que defende o bem e a salvação de cada pessoa". No caso dos divorciados, "por amor à verdade", deve "discernir cada situação" e a "diferença entre a separação e o que a provocou".

O apelo do Papa tem em conta os filhos das pessoas em segunda união. A exclusão dos divorciados recasados é um obstáculo à entrada dos filhos na Igreja, reconhece, falando na "grande urgência" em promover nas comunidades cristãs um "acolhimento real" das pessoas nesta situação.

Opiniões divididas no episcopado português

Também no episcopado português há diferentes posições sobre a maneira de lidar com o problema.

A SIC sabe que as opiniões estão divididas. Numa linha de maior abertura, há os que defendem o acesso dos divorciados recasados à comunhão, depois de um caminho de acolhimento - "penitência" -, porque "cada caso é um caso" e "a misericórdia é maior do que as normas", disse à SIC um dos prelados portugueses que defendem esta posição, sustentada teologicamente pelo cardeal alemão Walter Kasper, várias vezes citado já pelo Papa Francisco.

Mas uma ligeira maioria do episcopado português só admite a comunhão quando seja possível anular o primeiro casamento em tribunal eclesiástico. É o que pensa o cardeal-patriarca de Lisboa. Em entrevista à SIC em Fevereiro, D. Manuel Clemente justificou: "se não é nulo, é válido, e se é válido, continua".

O patriarca acrescenta não ser capaz de "dizer que aquilo que aconteceu entre um homem e uma mulher e o próprio Deus (compromisso sacramental de matrimónio), de que a Igreja é apenas testemunha, não aconteceu".

A reflexão dos bispos portugueses seguiu para Roma. O tema vai ser debatido na segunda parte do Sínodo sobre a família, em outubro, presidido pelo Papa. No início de Setembro, todo o episcopado português vai estar em Roma para reuniões com Francisco, no âmbito de uma visita ad limina (as visitas regulares à Santa Sé, normalmente em cada cinco anos, de todas as conferências episcopais).

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