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"Liberdade já" para ativistas, volta a ouvir-se em Luanda entre intervenção policial

Familiares dos 15 ativistas angolanos detidos desde junho, por alegadamente estarem a preparar um golpe de Estado, saíram hoje à rua em Luanda gritando "liberdade já" para aqueles jovens, numa manifestação na qual houve carga policial.

© Stringer . / Reuters

"Tivemos uns problemas com a polícia, umas agressões, e a marcha teve de acabar aqui no cemitério de Santana. Mas conseguimos fazer o que queríamos, que era alertar para a injustiça do que estão a fazer aos nossos filhos", disse à Lusa Leonor Matias, mãe de Afonso "Mbanza-Hamza", um dos jovens detidos.

A carga policial, registada próximo do Largo da Independência, depois das 14:30 (mesma hora em Lisboa), levou à dispersão dos manifestantes, algumas dezenas, incluindo mulheres, que gritavam também "libertem os nossos filhos", havendo relatos de detenções e feridos, nomeadamente algumas mães dos ativistas.

A "marcha das mamãs", como também era conhecida, estava anunciada hoje, mas não foi autorizada pelo governo provincial, alegando este que não poderia ter lugar "com o itinerário proposto", pela proximidade (100 metros, em termos legais) a edifícios de vários órgãos de soberania.

"Acreditamos numa solução para nos nossos filhos para breve. Já toda a gente sabe o que se passa", disse ainda Leonor, que se reuniu na sexta-feira com o vice-procurador-geral da República, o general Hélder Pita Grós.

"Deveremos ter o processo concluso dentro de poucos dias, isso sim posso garantir porque é o nosso trabalho. Agora a fase seguinte, só depois disso é que saberemos. Se o processo vai para o tribunal, se há matéria de acusação", disse, na ocasião, aos jornalistas, o vice-procurador-geral da República de Angola.

O protesto de hoje - a terceira iniciativa pública a pedir a libertação dos jovens em cerca de dez dias - deveria partir do Largo da Independência pelas 13:00, percorrendo depois várias artérias de Luanda até à entrega de uma petição na Procuradoria-Geral da República.

Conforme a Lusa constatou no local, naquele largo encontrava-se a decorrer uma atividade afeta ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), iniciativa que os promotores da marcha de protesto denunciaram ser uma contramanifestação, para tentar impedir esta ação.

Dentro e nos arredores do Largo da Independência verificava-se igualmente a presença de forte contingente policial, com dezenas de operacionais.

Associados ao designado Movimento Revolucionário, os jovens detidos desde 20 de junho alegam que se encontravam regularmente para discutir intervenção política e cívica, inclusive com ações de formação, como a que decorria na altura de detenção e que envolveria também a leitura e análise de um livro sobre estas matérias.

O Governo angolano, acompanhado pela procuradoria, nega que estes elementos sejam presos políticos, como tem sido denunciado por organizações internacionais.

Este caso tem sido alvo de interesse nacional e internacional, com vários pedidos públicos de organizações, artistas, escritores e ativistas para a sua libertação.

Os detidos em prisão preventiva são Henrique Luaty Beirão, Manuel "Nito Alves", Afonso Matias "Mbanza-Hamza", José Gomes Hata, Hitler Jessy Chivonde, Inocêncio António de Brito, Sedrick Domingos de Carvalho, Albano Evaristo Bingocabingo, Fernando António Tomás "Nicola", Nélson Dibango Mendes dos Santos, Arante Kivuvu Lopes, Nuno Álvaro Dala, Benedito Jeremias, Domingos José da Cruz e Osvaldo Caholo (tenente das Forças Armadas Angolanas).

Lusa

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