sicnot

Perfil

Mundo

Dilma Rousseff aposta em apoio do Senado para enfrentar crise política

A Presidente brasileira Dilma Rousseff está a apostar no apoio do Senado do país para conter a atual crise política do país e para aprovar um pacote de reformas que poderia ajudar na sua recuperação económica.

Eraldo Peres

As reformas propostas, chamadas de "Agenda Brasil", foram apresentadas nesta semana ao Governo por parlamentares, liderados pelo Presidente do Senado, Renan Calheiros, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que integra a coligação de Governo.

Entre os 27 projetos apresentados estão a aceleração de licenciamento ambiental no caso de grandes obras, o condicionamento do acesso ao crédito e da desoneração de impostos à criação de emprego pelas empresas, a cobrança do sistema público de saúde de acordo com os rendimentos (atualmente gratuito), a criação de um conselho para monitorar contas públicas e a instituição de uma idade mínima para a reforma no setor privado.

Rousseff demonstrou o seu apoio ao pacote de reformas, e afirmou que "muitas das propostas coincidem plenamente" com as do Governo, dizendo que elas são "muito bem-vindas", citada hoje por alguns jornais brasileiros.

A demonstração de aproximação de Dilma Rousseff a Renan Calheiros chega num momento de falta de apoio político para o Governo na Câmara dos Deputados - a câmara baixa, que é liderada por Eduardo Cunha, também do PMDB -, e coloca o Senado como uma aposta para conter a crise de governabilidade.

Algumas das propostas de reforma, entretanto, são polémicas e ainda não estão estruturadas em projetos de lei.

Citado pelo jornal Folha de São Paulo, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, considerou inviável a cobrança no sistema público de saúde.

Na Câmara dos Deputados, entretanto, a agenda é contrária à do Governo.

Terça-feira à noite, os parlamentares aprovaram em primeira votação (ainda não definitiva) uma proposta que gera gastos públicos e dificulta o ajuste fiscal: o vínculo do salário de delegados (chefes de esquadra da polícia) e procuradores a 90,25% da remuneração de magistrados do Supremo Tribunal Federal.

O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, apesar de também ser do PMDB, já disse ser oficialmente opositor do Governo, e a base do partido na casa legislativa está dividida, sendo que parte dela não apoia a Presidência nas suas decisões.

Devido à importância do PMDB para o fim da crise política, o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT, de Rousseff) reuniu-se hoje de manhã com membros do partido, o maior da coligação de Governo, incluindo o vice-Presidente Michel Temer, o também ex-Presidente da República José Sarney, três senadores e dois ministros, segundo o portal de notícias G1.

Lusa

  • Défice cai 1.900 milhões até agosto

    Economia

    O défice das administrações públicas foi de 2.034 milhões de euros até agosto, uma "melhoria de 1.901 milhões" face ao mesmo período de 2016, segundo o Governo, que justifica com aumento superior a 4% da receita.

  • Coreia do Norte acusa Trump de declarar guerra

    Mundo

    A Coreia do Norte acusou hoje o Presidente norte-americano de ter "declarado a guerra". O chefe da diplomacia norte-coreana ameaçou abater todo e qualquer bombardeiro dos EUA que se aproxime do território.

  • Morreu a egípcia que chegou a pesar 500 quilos

    Mundo

    A egípcia Eman Ahmed Abd El Aty, de 37 anos, que chegou a pesar 500 quilos, morreu num hospital de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, devido a complicações cardíacas na sequência do seu excesso de peso.

  • Atores recriam cena em que um homem é vítima de violência doméstica
    1:35
  • Ministério Público admite eventual detenção do presidente do governo da Catalunha
    2:24
  • Bispo vermelho

    "Recebia trabalhadores e sindicalistas, batia à porta de políticos e empresários, andava pelas ruas da cidade ao encontro dos que das ruas da cidade faziam casa". Joaquim Franco evoca Manuel Martins, o "bispo vermelho".

    Joaquim Franco

  • Apreendidos quase 7.000 comprimidos ilegais vendidos pela internet
    1:43

    País

    O Infarmed e a Autoridade Tributária apreenderam perto de 7.000 unidades de comprimidos ilegais.A apreensão aconteceu no âmbito de uma operação internacional da Interpol de combate aos medicamentos ilegais vendidos pela internet, explicou à SIC Luís Sande e Castro, diretor da Unidade de Inpeção do Infarmed.

  • Criar galinhas na cozinha, guerras no fogão, e drones dentro de casa
    7:28
  • Passageiro detido com 1 kg de ouro no reto

    Mundo

    Os funcionários da alfândega do aeroporto de Colombo, Sri Lanka, estranharam o comportamento de um passageiro que "caminhava com dificuldade". Um exame completo revelou a valiosa carga que levava escondida... no tubo intestinal.