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Primeiro-ministro turco admite eleições antecipadas como "fortemente prováveis"

O primeiro-ministro islamita-conservador turco, Ahmet Davutoglu, anunciou esta quinta-feira o falhanço das negociações com a oposição para formar um governo de coligação e admitiu um cenário de eleições antecipadas como "fortemente provável".

O primeiro-ministro islamita-conservador turco, Ahmet Davutoglu. (Arquivo)

O primeiro-ministro islamita-conservador turco, Ahmet Davutoglu. (Arquivo)

© Umit Bektas / Reuters

"Não conseguimos assegurar uma base propícia para a formação de um governo", disse aos 'media' em Ancara, no final da última reunião no parlamento com o líder do Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata), e principal força da oposição.

Num contexto político muito incerto, a libra turca caiu 2 por cento face ao dólar nos mercados financeiros.

"São fortemente prováveis eleições antecipadas", declarou, considerando esta decisão a "única opção" para o país e considerando que a opinião pública turca está preparada para essa eventualidade.

Davutoglu pronunciou-se após um encontro com Kemal Kliçdaroglu, o líder do CHP e a única formação com representação parlamentar que tinha admitido uma aliança com o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, proveniente do islamismo político e no poder desde 2002).

"O AKP será o mais beneficiado com eleições antecipadas", sugeriu Davutoglu, apesar deste partido ter perdido a maioria absoluta nas legislativas de 07 de junho, quando obteve perto de 40% dos votos.

A crise política na Turquia coincide com o início de uma ofensiva militar da Turquia em duas frentes desencadeada em julho em duas frentes, dirigida contra a rebelião curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no sudeste turco e norte do Iraque, e contra o grupo Estado Islâmico na Síria.

De acordo com os críticos do Presidente Recep Tayyp Erdogan, ex-primeiro-ministro e que permanece o "homem forte" do país, a ofensiva contra o PKK destina-se a mobilizar o eleitorado nacionalista e tentar afastar da cena política o Partido Democrático dos Povos (HDP), uma formação pró-curda e da esquerda turca, que ao obter 13% dos votos em 7 de junho e eleger 80 deputados retirou a maioria absoluta que o AKP garantia há 13 anos.

Lusa

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