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Líbia apela à ação internacional contra o grupo autoproclamado Estado Islâmico

O governo da Líbia reconhecido internacionalmente apelou hoje ao levantamento do embargo de armas imposto ao exército líbio e à realização de ataques aéreos internacionais contra o autoproclamado Estado Islâmico, que ameaça criar uma "base de retaguarda" naquele país.

© Esam Al-Fetori / Reuters

"A situação é extremamente grave", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros líbio, Mohamed Dayri, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, à margem de uma visita a Paris.

Mohamed Dayri integra o governo líbio com sede em Misrata, que é reconhecido pela comunidade internacional.

"As pessoas estão a morrer, são crucificadas, são desenterradas dos seus túmulos, são queimadas vivas. Os líbios não percebem porque a comunidade internacional não atua perante estes perigos", referiu.

A Líbia tem atualmente dois governos rivais e tem vivido em permanente tumulto desde que a comunidade internacional ajudou a derrubar o regime de Muammar Kadhafi, em 2011.

O governo líbio reconhecido internacionalmente controla grande parte da região leste do país, depois de ter sido expulso da capital Tripoli em julho de 2014 por uma coligação de milícias chamada Aurora Líbia, que inclui vários grupos islamitas.

Em declarações à AFP, Mohamed Dayri afirmou que o grupo autoproclamado Estado Islâmico (EI) está presente nas cidades líbias de Derna, Benghazi, Sirte e Sabratha.

"Ainda não conquistaram poços de petróleo, mas tememos que possam vir a controlar alguns", disse o representante.

"No sábado, foi feito um telefonema para os líderes [do EI] no Iraque e na Síria no sentido de reforçar as fileiras na Líbia. Querem transformar a Líbia numa base de retaguarda", frisou o ministro líbio.

Segundo Mohamed Dayri, os 'jihadistas' do EI têm atualmente meios limitados na Líbia e têm enfrentado a resistência de populações locais que colaboram com outros grupos islâmicos armados, incluindo a Al-Qaida, nomeadamente em Derna.

"Depois de 2011, a Líbia foi abandonada à sua sorte", frisou Dayri, que pediu às Nações Unidas para levantar o embargo de armas imposto ao país nesse mesmo ano.

"Não estamos a falar de equipamento militar sofisticado, mas precisamos do mínimo para combater o terrorismo de forma adequada", declarou o representante líbio.

O ministro acrescentou que o país precisa de uma intervenção internacional "o mais rápido possível" porque "o perigo está a aumentar".

"Mas não com tropas no terreno. Esperamos o apoio aéreo para as forças armadas líbias que estão no terreno", precisou.

"A comunidade internacional esperou pela queda de Mossul antes de intervir no Iraque. Não queremos ver Tripoli ou Misrata a cair", concluiu o ministro líbio.

Os 'jihadistas' do EI, combatentes que iniciaram em junho de 2014 uma grande ofensiva e que se assumem como participantes numa 'guerra santa', proclamaram um "califado" nos vastos territórios que controlam na Síria e no Iraque.

Lusa

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