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Paulo Machava é a mais recente vítima de sucessão de homicídios em Maputo

O assassínio hoje a tiro do jornalista moçambicano Paulo Machava no centro de Maputo segue-se a uma sucessão de homicídios de figuras conhecidas, na capital moçambicana, não judicialmente esclarecidos até à data.

© Grant Neuenburg / Reuters

Machava morreu quando ainda está fresca a memória do assassínio do constitucionalista moçambicano de origem francesa Gilles Cistac em 03 de março último em plena luz do dia, numa das zonas mais nobres da capital moçambicana.

Apesar de uma forte pressão da sociedade civil para uma investigação séria à morte de Cistac e do compromisso das autoridades para o esclarecimento do caso, não se conhecem ainda desenvolvimentos importantes à volta do assunto.

Mais recentemente, no início deste mês, foi encontrado sem vida e com sinais de balas, um ex-agente dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), Mussá Inlamo, nos arredores de Maputo, conhecido por dar entrevistas a denunciar ações supostamente inapropriadas da "secreta" moçambicana.

Em dezembro do ano passado, o ex-pugilista moçambicano Nelson Benjamim foi encontrado sem vida num matagal da zona da praia da Costa do Sol em Maputo, por motivações até agora não conhecidas.

Um mês antes, tinha sido morto Paulo "Dangerman", que ficou detido durante vários anos por alegada participação numa tentativa de homicídio do advogado Albano Silva, marido da antiga primeira-ministra moçambicana Luísa Diogo, e que tinha sido uma das peças-chave na investigação de uma fraude de cerca de 14 milhões de dólares (12,5 milhões de euros) considerada pela justiça moçambicana como móbil do assassinato, em 1999, do jornalista Carlos Cardoso.

As mortes a tiro também "atingiram" o sistema judiciário moçambicano, quando em maio de 2014 o juiz Dinis Silica, envolvido na investigação de casos de rapto, foi mortalmente baleado num semáforo no centro de Maputo, também em plena luz do dia.

Outras mortes não esclarecidas aconteceram nos últimos anos, entre as quais a do bancário Siba Siba Macuácuá, em 2000, atirado no vão das escadas da sede do ex-Banco Austral, atual Barclays Bank, também constitui uma grande pedra no sapato do sistema judicial moçambicano, uma vez que passados 15 anos ainda não foram encontrados os autores do homicídio.

Siba Siba Macuácuá morreu um ano após o homicídio do jornalista Carlos Cardoso, que levou à condenação de seis pessoas, mas sem que outros indiciados, incluindo Nyimpine Chissano, o falecido filho do ex-chefe de Estado moçambicano, Joaquim Chissano, fossem julgados pelo crime.

Dos seis condenados pela morte de Cardoso, Vicente Ramaya morreu a tiro em fevereiro de 2014, em plena capital moçambicana, e Ayob Satar foi também baleado à saída de um banco, no Paquistão.

Ambos os acusados, tal como outros quatro, encontravam-se em liberdade provisória, após cumprirem metade das suas penas.

Paralelamente aos assassínios, a capital moçambicano tem sido palco de raptos, que fizeram cativas dezenas de pessoas, a maioria das quais libertadas mediante pagamento de caução.

Face à criminalidade em Maputo, a polícia tem estado debaixo de críticas da população, descrente quanto à capacidade das autoridades em travar a criminalidade organizada na capital.

Lusa

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