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ONU consternada por dureza da condenação de líder opositor venezuelano

A ONU manifestou-se hoje consternada pela "dureza" da decisão de um tribunal venezuelano de condenar Leopoldo López, líder do partido opositor Vontade Popular, a 13 anos e nove meses de prisão por incitamento à desordem pública.

© Carlos Garcia Rawlins / Reute

Um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville, disse que a "dura sentença" é "preocupante" e que o organismo das Nações Unidas fará uma análise mais profunda da mesma.

Colville lamentou que o Governo venezuelano tenha ignorado uma recomendação do Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenções Arbitrárias, que em agosto de 2014 pediu ao Governo venezuelano a libertação do líder opositor.

Leopoldo López, que se encontra detido há mais de um ano e meio na prisão militar de Ramo Verde, foi condenado na noite de quinta-feira pelos delitos de instigação pública, associação delinquente, danos à propriedade e incêndio na sequência da violência registada no final de um protesto convocado por diversas figuras da oposição em 12 de fevereiro de 2014.

Além Leopoldo López, foram condenados quatro estudantes opositores do Governo venezuelano.

A condenação foi hoje também questionada pela União Europeia.

"Os julgamentos contra Leopoldo López, coordenador nacional do partido Vontade Popular e quatro estudantes, Christian Holdack, Marcos Coello, Demian Martín e Ángel González, não proporcionaram aos acusados as garantias adequadas de transparência e devido processo legal", segundo o Serviço de Ação Exterior da União Europeia.

Lusa

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