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FAO quer urgentemente 35 ME para ajudar 4,6 milhões de pessoas no Sudão do Sul

A Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) anunciou hoje que necessita urgentemente cerca de 35 milhões de euros para acudir 4,6 milhões de pessoas no Sudão do Sul, cujas culturas foram seriamente afetadas por conflito armado.

© Amr Dalsh / Reuters

A agência das Nações Unidas estima que, até novembro, serão precisos 11,5 milhões de euros para aquisição de produtos para a campanha agrícola de próximo ano, beneficiando um total de 2,8 milhões de pessoas.

Mas, para já, a FAO "necessita urgentemente" de 530 mil euros para concluir a presente campanha de vacinação e tratamento de gado, que deve atingir um universo de seis milhões de animais.

Um valor adicional de 22 milhões de euros serão necessários até janeiro para cobrir os custos de distribuição, assinala a FAO em comunicado hoje divulgado.

Independente desde julho de 2011, após décadas de conflito contra Cartum, o Sudão do Sul, o mais jovem Estado do mundo, voltou à guerra em dezembro de 2013 com combates no seio do exército sul-sudanês, minado por conflitos político-étnicos alimentados pela rivalidade entre Kiir e Machar à frente do regime.

A organização descreve a situação de segurança no Alto Nilo como sendo "volátil", após dezenas de milhares de pessoas terem sido desalojadas, interrompendo a prática agrícola durante a estação principal de plantio.

Esta situação, refere a organização, provocou a perda de gado e afetou as atividades comerciais de várias famílias no Sudão do Sul, devido ao conflito, marcado por massacres e atrocidades, que já causou dezenas de milhares de mortos e 2,2 milhões de deslocados.

"As populações que fugiram dos combates mais recentes na região sul do país permanecem escondidas nas áreas florestais", afirma a organização.

Em junho passado, o coordenador humanitário da ONU no Sudão do Sul, Toby Lanzer, alertou que cerca de 250 mil crianças estão em risco de morrer de fome naquele país.

Toby Lanzer foi expulso do território no início de junho por ter, segundo as autoridades locais, prognosticado o "colapso" do Sudão do Sul, o país mais novo do mundo, que declarou independência a 09 de julho de 2011, na sequência de um acordo de paz assinado em 2005 com o Sudão.

Lusa

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