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Paquistão proíbe anúncio de preservativos considerado imoral

A autoridade dos 'media' no Paquistão proibiu hoje um anúncio a uma marca de preservativos, que considerou imoral e contrário às normas religiosas, depois de várias queixas do público.

© Daniel Munoz / Reuters

Fakhar-ud-Din Mughal, porta-voz da Autoridade Reguladora dos 'Media' Eletrónicos do Paquistão (PEMRA, sigla em inglês), afirmou que receberam "dezenas de queixas contra o anúncio televisivo considerado indecente".

"Na sua diretiva, a PEMRA indica que o anúncio é visto, de um modo geral, como indecente, imoral e sem qualquer respeito pelas normas sócio-culturais e religiosas" do Paquistão, acrescentou.

No anúncio, um homem pede, numa loja na berma de uma estrada, uma pequena embalagem de preservativos. Um segundo homem aparece e pede uma embalagem maior, com um gesto, que pode ser interpretado como obsceno. Toda a rua começa a cantar e a dançar ao estilo "bhangra".

Esta é a segunda vez que a empresa produtora dos preservativos, Josh, é alvo de uma proibição de difusão dos seus anúncios.

No Paquistão, com perto de 200 milhões de habitantes, de maioria muçulmana, é tabu discutir publicamente assuntos relativos à contraceção.

De acordo com as Nações Unidas, um terço dos paquistaneses não tem acesso a métodos de controlo de natalidade, num país onde a população aumenta mais de 2% ao ano.

Lusa