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Milhares de chilenos passam a noite em zonas elevadas devido a alerta de tsunami

Milhares de chilenos vão passar a noite em zonas elevadas nas suas localidades costeiras à espera que as autoridades cancelem o alerta de tsunami nos mais de 4.000 quilómetros de costa após um forte sismo na quarta-feira.

© Rodrigo Garrido / Reuters

© STRINGER Chile / Reuters


Na maioria das localidades costeiras a população deslocou-se para zonas seguras, situadas a mais de 30 metros acima do nível do mar, escreve a agência Efe.

As autoridades chilenas emitiram o alerta de tsunami em toda a costa do país depois de um sismo de magnitude 8,3 na escala de Richter, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), registado às 19:54 de quarta-feira (23:54 em Lisboa), ter abalado o norte, centro e sul do território, causando três mortos, sete feridos graves, além de vários feridos ligeiros e danos materiais.

As autoridades de emergência chilenas sob a tutela do Ministério do Interior informaram que na cidade costeira de Coquimbo, no norte, foram registadas ondas de 4,5 metros, enquanto em Valparaíso, principal porto do Chile, a ondulação atingiu quase dois metros.

Também na Ilha de Páscoa, situada a 3.700 quilómetros do continente, e no arquipélago Juan Fernández, os habitantes das zonas em risco saíram para pontos mais elevados nas ilhas.

Autoridades do Ministério da Educação anunciaram a suspensão das aulas para hoje em oito regiões do país, de 17,6 milhões de habitantes, localizadas entre a região de Atacama e Los Lagos, entre as quais se encontra a região metropolitana de Santiago de Chile.

Autoridades da segurança informaram esta noite que tinham procedido à retirada de prisioneiros de estabelecimentos prisionais em zonas de risco de tsunami nos municípios de Illapel, Arauco, Chañaral e Iquique.

No sul, em Dichato, localidade 70% destruída por um sismo 2010, as ondas avançaram terra adentro cerca de 30 metros, danificando vários estabelecimentos comerciais na costa.

Cristian Galleguillos, autarca de Coquimbo, no norte do Chile, confirmou que vários ocupantes de um veículo se encontram desaparecidos depois que fortes ondas entraram mais de 500 metros terra a dentro.

Diferentes distribuídas de energia elétrica informaram que o terramoto provocou a interrupção do abastecimento a milhares de clientes nas suas zonas de concessão.

A companhia aérea LAN informou que alguns dos seus voos poderão sofrer atrasos por causa das réplicas do terramoto e anunciou que estão a acompanhar a situação para retomar as suas operações o mais rapidamente possível.

Este é o segundo terramoto mais forte dos últimos 55 últimos no Chile, depois de um sismo de 8,8 registado a 27 de fevereiro de 2010 e seguido de um tsunami que arrasou várias localidades costeiras e insulares do centro e sul do país, ter causado 526 mortos, 800.000 desalojados e prejuízos de 30.000 milhões de dólares.

Lusa

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