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Papa reitera oposição à pena de morte perante Congresso dos EUA

O papa Francisco defendeu esta quinta-feira veementemente a sua oposição à pena de morte num discurso histórico proferido perante as duas câmaras do Congresso norte-americano, onde a maioria dos representantes eleitos é favorável à pena capital.

"A regra de ouro do 'Tudo o que querem que os outros façam por vós, façam-no pelos outros' recorda-nos também a nossa responsabilidade de proteger e defender a vida humana em cada etapa do seu desenvolvimento", disse o papa perante os representantes de um país que efetua várias dezenas de execuções por ano.

"A regra de ouro do 'Tudo o que querem que os outros façam por vós, façam-no pelos outros' recorda-nos também a nossa responsabilidade de proteger e defender a vida humana em cada etapa do seu desenvolvimento", disse o papa perante os representantes de um país que efetua várias dezenas de execuções por ano.

© Kevin Lamarque / Reuters

"A regra de ouro do 'Tudo o que querem que os outros façam por vós, façam-no pelos outros' recorda-nos também a nossa responsabilidade de proteger e defender a vida humana em cada etapa do seu desenvolvimento", disse o papa perante os representantes de um país que efetua várias dezenas de execuções por ano.

Essa convicção levou-o a defender, desde o início do seu ministério, "a diferentes níveis, a causa da abolição total da pena de morte", porque "uma pena justa e necessária nunca deve excluir a dimensão da esperança e o objetivo da reabilitação".

"Estou convencido de que este é o melhor caminho, porque cada vida é sagrada, cada pessoa é dotada de uma dignidade inalienável e a sociedade só pode beneficiar da reabilitação daqueles que cometeram algum crime", argumentou.

Falando aos parlamentares norte-americanos "como filho de imigrantes", Francisco pediu-lhes para "nunca virarem as costas aos vizinhos", referindo-se aos milhões de imigrantes cujos direitos "nem sempre foram respeitados".

"Quando o estrangeiro nos interpela, não podemos cometer os pecados e os erros do passado; devemos escolher a possibilidade de viver agora no mundo mais nobre e justo possível", acrescentou.

E isso deve ser feito, segundo o papa, "enquanto formamos as novas gerações, com uma educação que não pode nunca virar as costas aos 'vizinhos', a tudo o que nos rodeia".

"Construir uma nação leva-nos a pensarmo-nos sempre em relação com os outros, saindo da lógica do inimigo para passar à lógica da recíproca subsidiariedade, dando o melhor de nós. Confio em que o faremos", disse o chefe da Igreja Católica na sua defesa do acolhimento dos imigrantes.

"Nós, pertencentes a este continente, não nos assustamos com os estrangeiros, porque muitos de nós há muito tempo fomos estrangeiros", recordou Jorge Bergoglio, aludindo ao passado que partilha com muitos dos congressistas perante quem proferiu o seu discurso.

Recordou igualmente que "o mundo enfrenta uma crise de refugiados sem precedentes desde os tempos da Segunda Guerra Mundial, o que representa grandes desafios e decisões difíceis de tomar".

"A isso, somam-se, neste continente, os milhares de pessoas que se veem obrigadas a viajar para norte em busca de uma vida melhor para si e para os seus entes queridos, na ânsia de uma vida com mais oportunidades", observou.

O papa deixou ainda um apelo para a vigilância contra "qualquer tipo de fundamentalismo", religioso ou não, desde que se garanta sempre que a luta contra os extremismos não será feita em detrimento das liberdades individuais.

"Devemos ter especial atenção a todo o tipo de fundamentalismo, quer ele seja religioso ou de qualquer outro tipo", declarou Francisco no Congresso, acrescentando: "É necessário um equilíbrio delicado para combater a violência perpetrada em nome de uma religião, de uma ideologia, salvaguardando as liberdades individuais".

Foi a primeira vez que um papa se dirigiu às duas câmaras reunidas do Congresso norte-americano.

Lusa

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