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Shell abandona controversa extração de petróleo no Alasca

A gigante petrolífera anglo-holandesa Royal Dutch Shell vai parar com a controversa exploração no Alasca, depois dos testes num primeiro furo se terem revelado dececionantes. Encerra assim uma longa polémica com ambientalistas.

Ambientalistas da Greenpeace em protesto contra a Shell.

Ambientalistas da Greenpeace em protesto contra a Shell.

© Arnd Wiegmann / Reuters

A empresa anunciou hoje que, embora tenha encontrado gás e petróleo num poço a cerca de 2070 metros de profundidade na bacia Burguer J, não há quantidades suficientes para justificar a exploração comercial.

No início de maio deste ano, os Estados Unidos autorizaram a Shell a iniciar perfurações exploratórias de hidrocarbonetos no Oceano Ártico, ao largo do Alasca.

A Shell começou a perfuração no final de julho, provocando a contestação das organizações ecologistas, que denunciaram os "elevados riscos para as populações do Ártico, para a fauna e para o clima".

A empresa ainda reconhece "o potencial de exploração da bacia petrolífera" - com um tamanho equivalente a metade do Golfo do México - e que pode vir a ter "uma importância estratégica para o Estados Unidos e para o Alasca".

"No entanto, o resultado desta prospecção é claramente decepcionante", refere a Shell em comunicado.

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