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Dilma anuncia extinção de oito ministérios e 30 secretarias nacionais

A Presidente brasileira Dilma Rousseff anunciou esta sexta-feira a extinção de oito dos 39 ministérios do país e de 30 secretarias nacionais, dentro de um plano de reforma política para ajudar a conter os gastos do Governo e combater a crise.

A Presidente brasileira também criou uma comissão permanente de reforma do Estado, para acompanhar as alterações, a venda de imóveis não utilizados e a revisão dos contratos de arrendamento e de setores administrativos.

A Presidente brasileira também criou uma comissão permanente de reforma do Estado, para acompanhar as alterações, a venda de imóveis não utilizados e a revisão dos contratos de arrendamento e de setores administrativos.

© Ueslei Marcelino / Reuters

O principal parceiro da coligação do Governo liderada pelo Partido dos Trabalhadores, o Partido do Movimento Democrático Nacional (PMDB) ampliou a sua influência e irá liderar sete ministérios, um mais do que antes desta reforma.

Rousseff também anunciou o corte de três mil cargos de nomeação política, a diminuição da remuneração dos ministros em 10%, a redução de 20% dos gastos com contratações de serviços e a diminuição de custos com deslocações aéreas, água, energia e telefone. (Corrige "a extinção dos 39 ministérios" para "a extinção de oito dos 39 ministérios)

A Presidente brasileira também criou uma comissão permanente de reforma do Estado, para acompanhar as alterações, a venda de imóveis não utilizados e a revisão dos contratos de arrendamento e de setores administrativos.

A redução de oito ministérios inclui a integração das antigas pastas da Pesca e da Agricultura, a fusão das antigas Secretarias de Política para as Mulheres, de Promoção da Igualdade Racial e da Secretaria de Direitos Humanos, e a junção da Secretaria Geral da Presidência, da Secretaria de Relações Institucionais e da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que agora formam a Secretaria de Governo.

A Secretaria de Assuntos Estratégicos foi extinta, o Ministério da Previdência Social foi absorvido pelo Ministério do Trabalho e o Gabinete de Segurança Institucional perdeu o estatuto ministerial.

O partido de Rousseff e de Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores (PT) ainda é o que comanda mais ministérios, com nove ao todo, incluindo a Casa Civil.

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) tem dois ministérios e outros cinco partidos, um cada um.

No anúncio, Rousseff afirmou que a reforma é uma "ação legítima de um governo de coligação", procurando tornar a coligação de Governo mais equilibrada.

Além da extinção e da fusão de ministérios, a Presidente brasileira anunciou o nome de dez novos ministros que irão assumir os cargos. O até então ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, do PT, perdeu poder e irá assumir o Ministério da Educação. Para o lugar dele entrou Jaques Wagner, também do PT, que era o titular da Defesa.

Também do PT, Ricardo Berzoini assume a Secretaria de Governo. No Ministério da Saúde, saiu Arthur Chioro (PT) e entrou o deputado federal Marcelo Castro, do PMDB.

Na Defesa, entrou Aldo Rebelo, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ex-ministro da Ciência e Tecnologia, pasta agora assumida por Celso Pansera, do PMDB.

A Secretaria dos Portos ficou com Helder Barbalho (PMDB) e o Ministério das Comunicações com André Figueiredo, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Miguel Rossetto assume a pasta do Trabalho e Previdência e Nilma Lino Gomes, a das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Lusa

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