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Israelitas atacados por palestinianos na Cisjordânia

Israelitas, que se deslocaram ao Túmulo de José na Cisjordânia ocupada foram atacados por palestinianos antes de serem retirados por soldados, disse hoje o exército israelita.

© Ammar Awad / Reuters

Os israelitas entraram em Nablus para orar junto do Túmulo e José sem autorização do exército durante esta madrugada e, uma vez no local, foram atacados por palestinianos, indicou um porta-voz militar.

De seguida, foram retirados em segurança por soldados israelitas em coordenação com os polícias palestinianos destacados no local, acrescentou.

Segundo a rádio do exército, os israelitas figuravam entre os entre 30 e 35 que foram detidos pela polícia israelita por se terem infiltrado sem autorização prévia do exército em Nablus.

Dezenas de palestinianos atearam fogo, na sexta-feira, ao Túmulo de José, em Nablus, por via do lançamento de 'cocktails Molotov', de acordo com a polícia palestiniana.

O denominado túmulo do patriarca José é venerado há séculos por cristãos, judeus e muçulmanos.

O exército israelita retirou-se do local no início da Segunda Intifada (em setembro de 2000), que desde então ficou nas mãos da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP).

O mausoléu encontra-se na "zona A", onde a ANP tem pleno controlo administrativo e de segurança, de acordo com a divisão territorial estabelecida nos Acordos de Oslo de 1993.

Contudo, o exército israelita supervisiona em coordenação com a ANP o acesso de fiéis judeus que pretendem orar no local do cenotáfio, onde se venera o bíblico patriarca mencionado no Antigo Testamento, cujas visitas são vistas por muitos palestinianos como provocação.

A região vive uma onda de violência há 15 dias que já resultou na morte de pelo menos 33 palestinianos (13 dos quais atacante ou supostos atacantes) e sete israelitas, na cadeia de atentados, na maioria de palestinianos contra israelitas.

A onda de violência em Israel e nos territórios palestinianos nas últimas duas semanas tem feito aumentar o receio de um terceiro levantamento popular palestiniano, depois dos de 1987-1993 e 2000-2005, que causaram milhares de mortos.

Lusa

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