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Abbas pede a Israel "respeito rigoroso" das regras da Esplanada das Mesquitas

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, pediu hoje a Israel para respeitar rigorosamente as regras da Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, ao falar à imprensa depois de receber o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Ramallah.

A Grécia vai reconhecer o Estado palestiniano numa votação que decorrerá na terça-feira no Parlamento na presença do presidente da Palestina, Mahmud Abbas (AP/Arquivo)

A Grécia vai reconhecer o Estado palestiniano numa votação que decorrerá na terça-feira no Parlamento na presença do presidente da Palestina, Mahmud Abbas (AP/Arquivo)

Sergei Ilnitsky

"A contínua ocupação e agressão contra lugares santos cristãos e muçulmanos em Jerusalém-leste, especialmente contra Al-Aqsa, abrem a porta a um conflito religioso que infelizmente começou", disse Abbas à imprensa.

"Não o queremos e estamos a alertar para as suas consequências", acrescentou, acusando Israel de não respeitar as regras que desde 1967 regem o local.

Segundo as regras, os judeus podem visitar o local, o terceiro mais sagrado do Islão, mas apenas os muçulmanos ali podem rezar.

Nas últimas semanas, no entanto, devido à celebração dos feriados religiosos judeus, o afluxo maciço de judeus ao local e as limitações impostas por Israel aos muçulmanos suscitaram uma vaga de violência.

Ban Ki-moon esteve hoje em Ramallah, na Cisjordânia, depois de se ter reunido na terça-feira em Jerusalém com os dirigentes israelitas, para pressionar ambas as partes a pôr rapidamente fim à violência das últimas semanas.

"Continuaremos a apoiar todos os esforços necessários para criar as condições para verdadeiras negociações. Mas cabe aos palestinianos e aos israelitas escolher a paz. O nosso desafio mais urgente é pôr fim à atual vaga de violência e impedir que haja mais mortes", disse Ban na conferência de imprensa com Abbas.

O responsável máximo da ONU acrescentou que "a única forma de pôr fim à violência é através de progressos visíveis para uma solução política, nomeadamente o fim da ocupação" israelita dos territórios palestinianos.

Lusa

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