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Potências ocidentais solicitam à ONU que investigue teste de míssil pelo Irão

EUA, França, Alemanha e Reino Unido solicitaram na quarta-feira ao comité de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) que investigue um ensaio recente de um míssil pelo Irão.

Desde o início do conflito no leste da Ucrânia, que a Rússia tem intensificado vários treinos e teste com armamento nuclear.

Desde o início do conflito no leste da Ucrânia, que a Rússia tem intensificado vários treinos e teste com armamento nuclear.

Estes Estados consideram que o ensaio foi feito em violação de uma resolução da ONU e o assunto foi discutido na quarta-feira, por iniciativa dos norte-americanos, no Conselho de Segurança, à porta fechada.

O comité, que possui peritos, deverá determinar se o Irão violou a resolução 1929 do Conselho de Segurança, que data de 2010.

Em carta que acompanhou um relatório e difundida aos membros do Conselho, aqueles quatro Estados denunciam "uma grave violação do parágrafo 9" da resolução. No texto solicitam ao comité que investigue e "aja de maneira apropriada em resposta" a esta violação.

Fontes diplomáticas admitem porém que novas sanções da ONU sejam pouco prováveis, dado o histórico acordo nuclear concluído em julho entre o Irão e as potências do Conselho de Segurança, mais a Alemanha.

Para sancionar Teeraão seria também preciso o acordo de Moscovo e Pequim, que, enquanto membros do Conselho de Segurança, podem bloquear qualquer decisão através do seu direito de veto.

Washington deseja que o comité investigue e se pronuncie "rapidamente", disse a embaixadora dos EUA, Samantha Power, qualificando o teste iraniano de "provocador" e "um problema grave que prejudica a estabilidade regional".

A resolução 1929, e em particular o seu parágrafo 9, interdita a Terão a realização de atividades ligadas aos mísseis balísticos com capacidade de transporte de armas nucleares, incluindo os disparos feitos com recurso à tecnologia dos mísseis balísticos.

O Irão anunciou em 11 de outubro o teste de um novo míssil, sem contudo especificar o seu alcance exato.

Na carta dos quatro Estados, a que a agência noticiosa AFP teve acesso, é afirmado que se trata mesmo de um míssil balístico na ótica da resolução 1929, "capaz, pela sua conceção, de transportar uma arma nuclear".

Teerão afirma, pelo contrário, que os seus mísseis balísticos não são concebidos para transportar armas nucleares, pelo que não ficam sob alçada de qualquer resolução da ONU.

Lusa

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