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Comediante Jimmy Morales vence presidenciais na Guatemala

O comediante evangélico Jimmy Morales venceu no domingo a segunda volta das eleições presidenciais na Guatemala com um resultado histórico, que duplica a votação da sua rival, Sandra Torres.

reuters

Com 100% das mesas escrutinadas (num total de 19.582), Morales, de 46 anos, da Frente de Convergência Nacional, foi eleito Presidente daquele país centro-americano com 67,43% dos votos.

A sua rival, a ex-primeira-dama Sandra Torres, da Unidade Nacional da Esperança (UNE), granjeou apenas 32,57% dos votos.

Entre ambos, em termos absolutos, há uma diferença de 1.421.658 sufrágios.

Segundo os dados atualizados do Supremo Tribunal Eleitoral, publicados no seu 'portal', dos mais de 7,5 milhões de guatemaltecos chamados às urnas no domingo votaram 4.253.417, o que supõe uma participação de 56,29% e uma taxa de abstenção de 43,71%.

Morales, comediante e animador de televisão sem qualquer experiência política, que se converteu no décimo Presidente da era democrática da Guatemala, toma posse a 14 de janeiro do próximo ano para um mandato de quatro anos (2016-2020).

A vice-presidência vai ser ocupada por Jafeth Cabrera, ex-reitor da Universidade estatal de San Carlos.

Desde a instauração da democracia em 1985, o candidato mais votado numa segunda volta eleitoral foi Vinicio Cerezo, da Democracia Cristã Guatemala (DCG) que, nesse mesmo ano, alcançou 68,37% dos votos, contra 31,63% do seu adversário, Jorge Carpio, da União do Centro Nacional (UCN).

Outra memorável votação foi a de 1999, quando Alfonso Portillo saiu vencedor com 68,31%, contra 31,69% de Oscar Berger, do PAN.

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite