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Forças armadas venezuelanas acusam EUA de estarem a preparar uma intervenção

O Estado-Maior das Forças Armadas venezuelanas acusou hoje os Estados Unidos de estarem a preparar as condições para uma intervenção no país, usando como protesto uma "possível situação humanitária".

© Carlos Garcia Rawlins / Reute

A acusação foi feita através dum comunicado lido pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, numa alocução ao país transmitida pelo canal estatal Venezuelana de Televisão, desde o palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, durante a qual se fez acompanhar pelo alto comando militar do país.

"O império norte-americano, com o subterfúgio da defesa dos Direitos Humanos e da liberdade, pretende, uma vez mais, criar as condições necessárias para intervir (uma intervenção) no nosso país, usando como pretexto uma possível situação humanitária, produto do suposto colapso económico", disse.

O comunicado do alto comando militar venezuelano tem lugar depois do John Kelly, chefe do Comando Sul, dos EUA, em entrevista à estação norte-americana de televisão CNN, disse passar "40 segundos ao dia pensando na Venezuela (...) rezando pelo seu povo que está a sofrer terrivelmente".

Segundo John Kelly, a economia venezuelana "está literalmente no ponto de implosão", com "uma inflação de 200% este ano" e em que "os produtos básicos, as fraldas, o papel higiénico, os alimentos, são escassos ou não existem".

No entender do oficial norte-americano, "a corrupção e o narcotráfico da Colômbia para a Venezuela estão também a crescer. A solução da Venezuela está nas mãos do povo venezuelano".

Segundo o alto comando militar venezuelano, as declarações são "uma nova e fiável demonstração da ingerência imperialista, ao emitir opiniões capciosas sobre a situação política, económica e social" da Venezuela.

A Venezuela tem agendadas eleições gerais em dezembro deste ano.

Lusa

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