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Reivindicação do acidente no Sinai pelo Estado Islâmico "é propaganda", considera Egito

O Presidente do Egito, Abdul Fattah al-Sisi, classificou hoje como "propaganda" a reivindicação de um grupo ligado ao autoproclamado Estado Islâmico que disse ter abatido o avião russo que se despenhou no Sinai, noticia hoje a BBC.

reuters

Os comentários do chefe de Estado surgem depois de os serviços de inteligência norte-americanos terem considerado "improvável" que o grupo radical Estado Islâmico tenha estado envolvido no acidente da MetroJet (Kogalimavia) na península do Sinai, que matou 224 pessoas no sábado passado.

Al-Sisi disse à BBC que "quando surge a propaganda de que caiu por causa do Estado Islâmico é uma forma de prejudicar a estabilidade e segurança do Egito, e a imagem do país", disse.

"Acreditem em mim, a situação no Sinai -- especialmente nesta área delimitada -- está sob o nosso total controlo. Todos os interessados no assunto são bem-vindos à investigação", afirmou.

Especialistas indicam que o facto de os destroços e os corpos se terem espalhado por uma zona tão ampla aponta para a desintegração da aeronave ainda no ar.

Na segunda-feira, o diretor dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, disse não poder afastar totalmente um envolvimento do Estado Islâmico no incidente de sábado, mas considerou "pouco provável".

"Não temos qualquer prova direta de envolvimento terrorista, até agora", afirmou.

Antes de estas declarações, também na segunda-feira, a transportadora tinha dito que o avião tinha caído devido a "fatores externos" e excluiu qualquer falha técnica ou erro humano.

"A única explicação é algum tipo de ação externa", disse Alexander Smirnov, responsável da empresa, numa conferência de imprensa.

No entanto, Alexander Neradko, chefe da autoridade de aviação russa, criticou os comentários da empresa, considerando-os "prematuros e não baseados em factos reais".

Existe indicações das autoridades egípcias de que a análise das caixas negras do avião comece hoje.

Os analistas afastaram a hipótese de o avião ter sido abatido por grupos afiliados ao Estado Islâmico na região, se estava a voar a uma altitude de mais de 30.000 pés (9.144 metros), mas não excluem a possibilidade de uma bomba ter sido colocada a bordo.

O aparelho despenhou-se quando fazia a ligação entre a estância turística egípcia de Sharm el-Sheikh e a cidade russa de São Petersburgo.