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Suécia sem meios para alojar todos os refugiados

A Suécia alertou hoje que não consegue continuar a garantir alojamento para todos os migrantes, esperando assim dissuadir os candidatos a asilo de se deslocarem para o país que atingiu o limite das suas capacidades.

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Scanpix Denmark / Reuters

"O número de requerentes de asilo está a aumentar mais depressa que o número de alojamentos que conseguimos pôr à disposição", declarou o ministro das Migrações, Morgan Johansson, em conferência de imprensa.

Os refugiados que entraram na Suécia e a quem a Agência das Migrações não pôde oferecer guarida deverão agora "procurá-la eles mesmos ou virar-se para outros países", acrescentou.

Segundo o ministro, a mensagem é claramente destinada a diminuir o fluxo de entrada de migrantes na Suécia, atraídos pelas generosas condições de acolhimento e concessão automática de asilo para os refugiados sírios.

"Se explicarmos a atual situação na Suécia, pode ser que a informação chegue a quem ainda está a caminho [do país] e leve a uma mudança de planos", observou.

Principal destino dos migrantes na Europa, em relação à sua população (9,8 milhões de habitantes), a Suécia, que prevê receber até 190.000 requerentes de asilo este ano, exige agora dos seus parceiros europeus a relocalização de uma parte dos seus refugiados.

"A Suécia assumiu durante muito tempo uma grande responsabilidade, quando comparada com os outros países da União Europeia, e agora estamos numa situação extremamente difícil. Está na altura de outros países assumirem as suas responsabilidades", argumentou o primeiro-ministro, Stefan Löfven.

Hoje, a Agência das Migrações emitiu um apelo para encontrar com urgência novos alojamentos para pelo menos 20.000 pessoas.

No fim de outubro, o Governo e a oposição chegaram a acordo sobre uma série de medidas destinadas a deter o afluxo de requerentes de asilo, a maioria das quais entrará em vigor no segundo semestre de 2016.

A Suécia prevê emitir vistos de residência temporários em vez de permanentes a alguns dos requerentes, aumentar os recursos para atender às necessidades de reunificação familiar e acelerar a deportação até à fronteira dos candidatos rejeitados.

Lusa

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